domingo, 22 de janeiro de 2012

Âmbar

Durante os séculos 18 e 19 tivemos um período em que centenas de artigos e publicações tentaram desesperadamente estudar as técnicas e os materiais usados na era de ouro da pintura a óleo com o intuito de reconstruí-las. Com inúmeras teorias e "opiniões" calcadas em hipóteses sem quase nenhum embasamento científico, essas publicações acabaram tornando-se um desencontro no trilhar dos caminhos mais prováveis. Foi durante essa corrida em busca das técnicas e dos materiais "perdidos" dos Velhos Mestres que muita desinformação se alastrou, perdurando até os dias de hoje.

A proliferação de falsas informações deve-se a pes
quisas carentes de um respaldo científico, a falta de investigação em profundidade em fontes confiáveis, o interesse comercial na venda de produtos exóticos e finalmente, ao fato de que a maioria dos artistas prefere acreditar que uma obra deslumbrante é resultado exclusivo do uso de um material milagroso, e não da experiência e disciplina do artista. Escritores e entusiastas teorizaram suas opiniões sobre a "formula mágica" do medium de Jan Van Eyck assim como de outros pintores, como se a descoberta de tal substância pudesse tornar num fenômeno todo pintor que emprega seu uso.


Peças de Âmbar polidas


Nessa corrida por um "segredo", que nunca existiu, inúmeros mediums complexos e materiais exóticos foram forçosamente atribuídos a pintura antiga, mas pouquíssimos tiveram seu uso comprovado pela ciência ou encontrados como resíduos na película dessas pinturas. Muitos desses materiais são errôneamente atribuídos a um artista ou a uma escola de pintura, são produtos muito distantes de uma época antiga, frutos muito mais recentes, de um pensamento do século 19. Um dos exemplos mais famosos, os mediums em gel, como o famoso Maroger medium e suas inúmeras variações anteriores, entre outros.

Na contra-mão desse pensamento, discutiremos nesse artigo, um dos casos reais de material exótico encontrado em pinturas antigas, seu uso na antiguidade comprovado com respaldo científico, sendo um legítimo "material exótico antigo". Mas, não vá com tanta sede ao pote. É importante que o pintor tenha consciência que embora esses materiais exóticos e legitimamente usados na antiguidade possam facilitar certos procedimentos, eles não são substitutos do talento, disciplina e da experiência. Nenhum material exótico fará com que alguem pinte melhor ou igual aos artistas da antiguidade. Embora esse material seja de fato, um artigo usado pela escola antiga, não é o "grande segredo" de uma escola de pintura, é simplesmente um material que cumpre uma função específica, e que pode facilitar uma entre muitas abordagens de pintura em camadas, somente isso
.

O material em questão é um dos poucos materiais exóticos usados na antiguidade, uma resina chamada Âmbar. Dentre as resinas naturais ele é de longe a mais rara e peculiar. Iremos examiná-lo com mais detalhes.


Impurezas aprisionadas na seiva


O Âmbar, antes de ser dissolvido e transformado em verniz, apresenta-se em formas irregulares, pois ele nada mais é do que a seiva endurecida de árvores pré-históricas, tendendo a variar sua transparência. Sua cor é invariavelmente algum tom de amarelo, hora mais claro, hora mais avermelhado. É essa cor caracteríctica que dá nome a nuance denomida de "Âmbar" (Amber), comumente usada para descrever vidros amarelados de temperatura cromática quente, assim como a cor da resina. Quando em peças pequenas parece ser mais claro ou mais transparente, mas isso é um fenômeno de refração, pois as peças grandes dão sempre uma impressão de mais amarelas ou escuras.


Verniz de Âmbar da Blockx.


O Âmbar geralmente apresenta resíduos naturais como pedaços de galhos, terra, folhas, pedras e insetos presos dentro da seiva endurecida, que obviamente são filtrados e eliminados durante o processo de fatura do verniz. A pedra de Âmbar é geralmente extraída do solo, embaixo da terra ou entre rochas, portanto, sempre tem aparência suja e opaca. As pedras que aparecem no comércio, vendidas como jóias ou peças decorativas costumam ter sua superfície polida para apresentar boa refração tornando-se bem liso, brilhante e transparente. É muito comum encontrar peças de Âmbar que são na verdade, Copais.

A similaridade dos materiais pode confundir os menos experientes, e alguns comerciantes podem se aproveitar disso. Os Copais são comumente encontrados em regiões tropicais, como a África, enquanto o Âmbar é um material que só é encontrado na Europa, sobretudo nas regiões temperadas ou frias. Há também o Âmbar Báltico, encontrado na costa banhada pelo Mar Báltico, embora seja considerado inferior ao Âmbar europeu para o uso na pintura.


Verniz de Âmbar da
Alchemist.


Verniz de Âmbar da Blockx.


Verniz de Âmbar da James Groves.


Em artigo anterior vimos que as resinas classificam-se por suas variações de densidade, apresentando-se em categorias de resinas moles e resinas duras. O Âmbar, assim como o Copal, se encontra no grupo de resinas duras. Embora o Copal seja costumeiramente classificado como uma resina dura, existem inúmeras variações de Copais que podem ser surpreendentemente moles, assim como o Copal de Manila. O Âmbar é a única resina verdadeiramente dura. Essa caracteríctica faz dele uma das resinas mais trabalhosas, e perigosas, para a fatura de verniz. É necessário uma temperatura próxima a 280º C para conseguir que o material seja totalmente dissolvido de forma eficiente no veículo. É por esse motivo, que a fatura do verniz de Âmbar deve ser executada por um artesão com boa experiência, para que o produto não se torne escuro em demasia, é sempre desejável que o verniz seja o mais claro possível. Mesmo adequadamente manipulado, o resultado é geralmente um verniz de cor caramelo escuro, muito avermelhado quando examinado na luz.

Apesar de sua similaridade e parentesco com as resinas Copais, existem diferenças interessantes entre eles. 
Além de ser mais duro e avermelhado, o Âmbar tem baixa acidez quando comparado a outras resinas, e por isso é a mais estável encontrada na natureza. O Copal é uma resina jovem, semi-fóssil ou sub-fóssil. O Âmbar é a única resina verdadeiramente fóssil, considerada "madura", uma resina rara. O preço de uma pequena peça de poucas gramas pode chegar a centena de dólares. Isso torna dele o material mais caro a ser usado na pintura.

D
issolvimento
Enquanto inúmeros solventes podem dissolver a maior parte de variantes dos Copais e outras resinas, o Âmbar é insolúvel em álcool comum, óleo de lavanda, terebintina e variações da naphta. É considerada o verniz mais resistente que existe, permanente, de difícil remoção. É essa característica que o tornou o verniz mais cobiçado para acabamentos de instrumentos musicais de primeira linha, sendo a resina usada nos vernizes de grandes luthiers europeus da antiguidade, como nos violinos feitos pelo luthier italiano Antonio Stradivari.


Violino Stradivarius: produzidos entre 1680 e 1720.
Verniz de Âmbar como acabamento duradouro.


Sendo então um verniz permanente, o Âmbar não é recomendado como verniz final para proteger ou dar acabamento em pinturas, pois o procedimento de remoção do verniz (quando esse estiver velho e amarelado) certamente danificará a superfície da mesma. Em contrapartida, trata-se de uma interessante adição a mediums, sobretudo a mediums para velaturas, pois o material torna a camada de velatura insolúvel a maioria dos solventes.  No caso das velaturas, é interessante torná-las insolúveis, sendo que a limpeza ou remoção de vernizes temporários pode causar sua parcial através de uma limpeza descuidada. É importante que o artista tenha consciência que ao decidir usar o Âmbar como constituinte de uma velatura, a mesma será permanente, e nunca poderá ser removida em futuras restaurações.

P
ermanência
O artista deve ter um bom conhecimento dos pigmentos, pois o uso de um pigmento não permanente em conjunto com essa resina implica numa aplicação permanente, sem volta, de uma camada de cor que irá esmaecer ou criar efeitos indesejáveis que não poderão ser removidos posteriormente. Algumas fontes relatam que o Âmbar é o único verniz que "nunca deterioriza", mas essa afirmação é discutível.

Como v
imos em artigos anteriores, Eastlake, assim como em outra fontes, já alertava sobre os perigos das resinas naturais misturadas a tinta. Assim como outras resinas naturais, é sempre interessante que seu uso seja mantido a uma mínima proporção entre tinta e resina. Talvez quando comparado a outras resinas o Âmbar possa oferecer inúmeras vantagens, mas uma série de variantes podem influenciar nessa equação, tornando-o suscetível a futuras deteriorizações, amarelamento e rachaduras. Em hipótese alguma trata-se de um material benéfico a pintura quando usado em grande quantidade, pelo contrário, como todas as resinas, é certo que irá amarelar e tornar-se quebradiço. A única maneira de usá-lo com segurança, é adicionando pouquíssima quantidade a tinta, e de preferência, usar painéis de madeira como suporte, sempre evitando pintar sobre telas de tecido esticado.

Fatura

O verniz de Âmbar pode ser feito de duas maneiras. No procedimento de "pré-fusão" esquenta-se a resina em pouca quantidade de veículo, e depois de dissolvida, mistura-se a porção dissolvida ao restante do veículo (também quente) necessário para a fatura do verniz. A "fusão direta" é feita pela infusão da resina diretamente na quantidade total de veículo a ser usado na receita. O segundo método, de fusão direta, costuma resultar num verniz de cor mais escura, portanto, é a fatura menos indicada para gerar o verniz

As receitas encontradas nos antigos tratados variam não somente nas proporções de materiais usados mas como os próprios ingredientes, sendo os veículos mais comuns o óleo de linhaça, nozes e o óleo de lavanda. Recentemente, um dos únicos três produtores atuais do verniz em todo o mundo oferece uma versão "moderna" com óleo de papoula. 
Algumas receitas tradicionais não usam solventes, resultando num verniz óleo-resinoso sem presença volátil. Importante observar que os únicos produtores de verniz da Âmbar da atualidade possuem diferentes concentrações da resina em seus vernizes, isso quer dizer que algumas marcas levam mais resina do que outras.

H
istória e Uso na Pintura Antiga
As pedras de Âmbar foram usadas para fins artísticos e decorativos desde antes da civilização egípcia. As fontes mais antigas que citam a resina como componente de verniz para pintura a óleo são os manuscritos De Mayerne e de Fra Fortunato, datando seu uso por volta do período de 1600, mas é provavel que tenha sido popular entre os pintores usuários de resina antes disso. Algumas dessas fontes atribuem o possível uso do material a Anthony Van Dyck e Peter Paul Rubens, mas os textos são mais claros e seguros quanto ao uso do material pelo pintor Toscano (Firenze) Orazio Gentileschi e possívelmente sua filha, Artemisia Gentileschi.

As referências ao material não param por aí. Raymond White e Joe Kirby, cientistas restauradores da National Gallery, confirmaram a presença de
diterpenos exclusivos de Âmbar na obra "Moça com Leque" de Ferdinand Bol, pupilo de Rembrandt Van Rijn, provando o conhecimento do material também na escola holandesa. O uso do material isolado, por um artista somente, não indica o uso do mesmo material por toda uma geração ou escola de pintura, mas abre campo para especulações sobre o uso do mesmo por gerações passadas nessa parte da europa. 

Há atualmente uma questão complexa sobre os métodos de detecção de resinas naturais nos filmes de pintura que abre espaço a uma discussão que ainda espera um desfecho. Os diterpenos característicos presentes nas resinas naturais tendem a "se esconder" ou desaparecer dos testes de detecção, assim como se passar por outras resinas, pois os mesmos são modificados quando submetidos a uma fusão em alta temperatura com óleos vegetais. Isso dificulta tremendamente uma análise precisa quanto ao uso de certos materiais na antiguidade
.

Partindo dessa premissa, é possível que muitos testes feitos em uma infinidade de pinturas antigas, que apontaram resultados negativos para resinas, sejam na verdade, positivos. E nos testes positivos para resinas Copais, seja na verdade, Âmbar. Só nos resta esperar que novas tecnologias possam desenvolver métodos mais precisos de detecção para que essa questão seja finalmente resolvida. Portanto, o melhor a se dizer hoje, quanto ao uso de resinas ou Âmbar pelos pintores da antiguidade, é que não sabemos com total certeza, por hora, caminhamos para uma futura resolução que provavelmente não se prolongará em demasia.




Ferdinand Bol
"Moça com Leque" - 1640/50
Âmbar misturado a Tinta


Donald Fels apresenta uma teoria interessante na qual relata acreditar ser o Âmbar a resina presente nas pinturas de Jan Van Eyck, pois durante a renascença Bruges era o maior produtor de Âmbar da Europa. Deste fato, é cabível que Van Eyck tivesse fácil acesso ao material. A teoria ainda necessita de um backup científico confirmando presença de diterpenos exclusivos do Âmbar em suas pinturas.

Comportamento

Poucas gotas do verniz na porção de tinta aumentam consideravelmente a saturação dos pigmentos, tornando-os mais vivos e intensos, assim como a maioria dos outros vernizes. A temperatura quente e avermelhada do Âmbar some completamente quando misturada a tinta, deixando apenas uma leve impressão de cor nas tintas mais claras como o branco, praticamente imperceptível. Sou da opinião de que, esteticamente, o produto confere uma riqueza extra a atmosfera das cores como um todo, uma profundidade cromática interessante.

Nota-se um aumento considerável no brilho da película após a adição da resina e a superfície pictórica apresenta um acabamento levemente mais brilhante. O verniz também torna possível que a tinta se comporte melhor para delinear linhas e detalhes pequenos. Mas talvez a característica de comportamento mais interessante do Âmbar é que apesar de ser uma resina de composição similar as outras, não apresenta o habitual "agarre" ou "grude" quando manipulado com o pincel, pelo menos, por um espaço maior de tempo do que outras resinas. Isso torna o deslizar do pincel mais fácil, oferecendo pouca resistência. Portanto, o Âmbar só começa a apresentar ponto de "tacky" (grude) ou "seco ao toque" algum tempo depois do que as outras resinas. Isso o torna uma excelente opção para procedimentos de velaturas com óleo-resina e para ser combinado com o Óleo de Lavanda, deixando a mistura "aberta" por mais tempo.

Secagem

Enquanto todas as outras resinas naturais costumam secar de forma relativamente rápida, o Âmbar costuma secar de maneira um pouco mais lenta. Quanto mais grossa a camada de verniz, mais lenta é a secagem. Outra diferença é acelerar a secagem quando exposto a raios ultra violetas (UV). Aparentemente, o Âmbar é afetado pelos raios ultra violetas naturais e artificiais, acelerando sua secagem, principalmente quando a camada usada é bem fina. Esse é um dos muitos motivos pelos quais o uso do material deve ser feito com extrema parcimônia, sempre em camadas finíssimas ou quantidades ínfimas.

Deste modo, é possível acelerar a secagem de uma pintura com adição dessa resina expondo-a por algum tempo a luz do dia, não necessariamente sob luz direta do sol, ou a luz de lâmpadas que ofereçam abundante emissão UV. A construção de uma "caixa de luz UV" para secagem de pinturas, similar àquelas usadas na serigrafia, é um procedimento comum para aqueles que usam o Âmbar como constituinte habitual em sua pintura. Alguns conservadores alertam para a possibilidade dessa pratica ser desaconselhável. Segundo eles, a exposição de pinturas a essas caixas promove o "envelhecimento prematuro" da camada de pintura, um fenômeno parecido com a queimadura de pele. O melhor a ser feito, é usar a resina em quantidades pequenas, e esperar que a pintura seque em ritmo natural, com rápidos banhos de luz do dia logo após a mesma ter sido acabada.

Devido ao seu tempo de secagem relativamente extenso, e sua característica de secar com raios UV, é imperativo que pouca quantidade do verniz seja usado na porção de tinta a ser usada. Como todas as outras resinas, o uso em quantidade abundante pode trazer sérias consequências a conservação da obra, e prolongar em demasia a secagem da obra, acumulando pêlos e poeira na superfície. Portanto, o uso moderado é altamente recomendado. Em compensação, bastam apenas algumas gotas na porção de tinta para que se note o resultado, um pequeno frasco pode render de maneira considerável, o problema realmente, é seu preço.

Relação Custo Benefício

O preço do Verniz de Âmbar é assustador, sendo até o momento, um dos materiais mais caros encontrados para a pintura a óleo. No caso de uma marca tradicional, seu preço atinge US$153.00 (aprox. R$ 272,00) por um frasco "tamanho amostra grátis", de 25 ml. O fator custo torna esse material um exemplo que não o enquadra numa posição de bom custo benefício. Um grande inconveniente do produto é a falta de disponibilidade no mercado, pois há somente três produtores do verniz em todo o mundo (Blockx, Alchemist e James Groves).

Conclusão

O Âmbar é mais um material de pintura envolto num romantismo que encanta artistas, mas que não produz nenhum milagre. Possui características únicas, mas que só mostra resultados expressivos com experiência no método indireto, não oferecendo nenhuma vantagem que alguma outra resina possa promover para o artista que pinta alla prima. É uma excelente resina para ser empregada em procedimentos de pintura em camadas, e seu uso provavelmente acarreta em menores malefícios a longo prazo do que as demais resinas. Para aqueles que desejam experimentar uma experiência parecida, mas não exatamente igual, sem gastar demais, o Copal pode ser uma boa opção, com melhor custo benefício e resultados esteticos similares. No entanto, o comportamento quando manipulado com o pincel é levemente diferente.

Apesar desse material, ao contrário de tantos outros, ser de fato um material genuinamente usado na pintura antiga, somente aqueles com boa experiência no uso de camadas poderão aproveitar tudo que ele tem a oferecer, e ainda assim, os resultados de comportamento e de estética não apresentam diferenças expressivas extremas. Talvez uma melhor relação custo benefício poderia fazer do Âmbar uma opção mais frequente aos artistas interessados no uso de materiais históricos.



BIBLIOGRAFIA

WHITE, Raymond; KIRBY, Joe. 17th century Dutch paint media re-examined; National Gallery Technical Bulletin, London; Volume 15; 1994.
K. B., Anderson; CRELLING, Jonathan; Amber, resinite, and fossil resins. Washington, DC: American Chemical Society; 1995.
MAYER; Ralph; Manual do Artista; Martins Fontes; 1950; 1957 e 1970.
DOERNER; Max; The Materials of the Artist and Their Use in Painting; 1921.
EASTLAKE; Sir Charles Lock; Methods and Materials of Painting of the Great Schools and Masters; Dover; 1847.
MERIMÉE; The Art of Painting in Oil and in Fresco; Whitaker & Co.; 1839.
LAURIE, A.P.; The Painter´s Method´s and Materials; Dover; 1967.
THOMPSON, Daniel V. The Materials and Techniques of Medieval Painting; Dover; New York.
MERRIFIELD, Mary P.; Original Treatises On the Arts of Painting; John Murray; London; 1849.
AMIEN; Art Materials Information and Education Center; 2012.
DE MAYERNE; De Mayerne Manuscript, B.M. Sloane; 1620.



18 comentários:

  1. Alfredo Corrêa Munez22 de janeiro de 2012 18:13

    Espetacular, O Cozinha da Pintura é uma benção, quero de manifestar o quanto amplio meu repertório aqui nesse espaço. Tenho diversos livros de pintura, que paguei caro, inclusive, uma apostila de um artista que me vendeu por quase 200 reais e que sinceramente, não chega aos pés do conteudo desse site. Gostaria de agradecer os escritores desse site. Como entro em contato com voces?

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    1. Olá Alfredo, agradeço suas palavras. Infelizmente, existe muito material de nível bem básico por aí, vendido a preço de ouro. Mas basta procurar um pouco e voce achará material de qualidade. Se quiser entrar em contato, é só mandar um e-mail para cozinhadapintura@gmail.com

      Obrigado novamente e um grande abraço!

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  2. Onde compro o Âmbar?

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    1. Anônimo, eu nãi recomendo que voce compre o Âmbar, a menos que tenha muita experiência em pintura em camadas e com o uso de resinas em velaturas. Se esse é o caso, voce pode encomendar na Dick Blick (Somente Blockx), ou comprar diretamente na Alchemist ou James Groves, com cartão de crédito internacional. A Casa do Restaurador começou a vender Âmbar recentemente, mas em pedras. É um verniz que pede certa experiência para conseguir fazê-lo de modo perfeito, acho arriscado pagar tão caro pelas pedras para tentar fazer o verniz.

      Se voce não tem experiência com pintura indireta e resinas, recomendo experimentar algo similar com um preço um pouco mais baixo, como os vernizes de Copal. Voce pode encomendar o Verniz de Copal na Casa do Artista ou na Pintar. A Casa do Artista ainda tinha um frasco de Verniz Copal da Le Franc há alguns meses atrás, embora eu não goste dos produtos da Le Franc. Espero ter ajudado. Um abraço.

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  3. Excelente post, Marcião! Você ja experimentou ou teve acesso a esse material? Abraço

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    1. Olá Paulinho, meu amigo! Sim, estou com um frasco de verniz de Âmbar fundido em Óleo de Nozes e um frasco de verniz de Âmbar fundido em Óleo de Linhaça e Óleo de Lavanda, ambos da Alchemist. Um amigo da Itália e outro dos EUA trocaram informações comigo sobre os vernizes de Âmbar feitos pela James Groves e da Blockx. Um material fascinante, mas o preço nem tanto... rsrsrsrs... Um abração!

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  4. Parabéns pelo post, Márcio! Muito interessante saber mais sobre estes materiais exóticos. Embora, provavelmente nunca vá usar, é sempre bom ter conhecimento do que a gente pode ter a mão.

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    1. Obrigado meu amigo Hiram! É verdade, é sempre bom conhecer um pouco de tudo. Como disse no artigo, não é um material milagroso, mesmo por que, nenhum realmente é. Acredito que, tendo condições financeiras, todo pintor deveria arcar com algo extra pra ampliar seu conhecimento. Mesmo que nunca mais volte a usar determinado material. Tudo é conhecimento, tudo adiciona experiência. Obrigado por sua contribuição! Um abração!

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  5. excelente post, marcio, como sempre! que bom que tenha voltado de suas férias da(o) Cozinha! mas vou ficar só na leitura. o preço deste material assusta qualquer um e faz um chassi de cedro de R$250, parecer uma bagatela, rs...
    abraço, paulo.

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    1. Olá meu amigo Paulo! Na verdade, escrevi esse artigo durante o fim de ano, entre pausas inevitáveis. Agora que o ano começará, de fato, é provavel que infelizmente não possa mais escrever artigos com a mesma frequência de antes.

      É verdade, o custo do material o torna um elefante branco. O Copal é mais acessível, e ainda assim, um luxo. Mas, não deixa de ser interessante, e com o artigo, quis que os leitores pudessem ter uma idéia do que ele pode oferecer.

      Chassis de cedro por R$ 250,00? Dependendo do tamanho do chassis, é uma bagatela de verdade. Paguei praticamente o mesmo preço por um chassis de caxeta, feito por um artesão famoso de SP, mas o chassis é grande: 2,5 m x 2 m.

      Um abraço!

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    2. então é isto mesmo: o valor e o tamanho estão batendo com o material que encomendei! mas vale cada real empregado... até trabalhar num chassis destes fica mais fácil, rs...
      o tulio é que vai ficar muito curioso prá saber porque usarei algo em tão enormes proporções, rs...
      abraço!

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    3. Paulo, me mande uma foto do chassis, mostrando os detalhes, quinas, etc... gostaria de ver. Um abraço!

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  6. Artigo genial. Estudo pintura clássica a uns dez anos mas somente agora achei um site em português que abordasse temas tão necessários.

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  7. Grato! Fico contente que tenha gostado. Grande abraço e seja bem vindo!

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  8. Olá Márcio,

    Fantástico este post (como todos os outros), embora não tenha entendido muito bem quais seriam as diferenças, quanto às propriedades e com isso o resultado final na aplicação de veladuras, entre o verniz damar (que você citou em outro texto) e o âmbar (em termos de aspecto e conservação).
    Comprei um frasco (75 mL) de verniz damar da Maimeri (R$ 26). Vou testá-lo para veladuras. Sendo de acordo com o rótulo a composição de damar 40% (o restante é o veículo com terebintina e álcool) não acrescentarei a terebintina no preparo do médium. Entendo que uma das finalidades do médium para veladuras seja aumentar a aderência, mas interessou-me muito o efeito no aspecto final da pintura - sobretudo se alteraria a vivacidade e profundidade da cor! Vou testar em áreas de telas bem pequenas para esse fim, com esse medium e outros de diferentes composições. A curto prazo será possível comparar o aspecto final imediato, mas acho que mais interessante ainda seria guardar os testes e observar após alguns anos o aspecto tardio (pesquisa exige um pouco de paciência mesmo). Pretendo fazer o mesmo para testar alguns pigmentos e marcas de tintas.
    Outro dia estava vendo algumas telas à óleo de algumas poucas décadas (brasileiras, em um museu brasileiro) e decepcionei-me com o estado de conservação e o aspecto delas - ao passo que há telas em museus da Europa, com séculos de "idade", que impressionam pela preservação das características ao longo do tempo.
    Sendo que você mora em São Paulo, a consultoria remunerada em outras cidades (como em MG) poderia ser feita por email? Tenho uma série de questões, que na verdade ainda tenho que organizar, posteriormente tentarei fazê-lo.
    Muito obrigada pelos valiossísimos posts a respeito de âmbar e médiuns.

    Lis

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  9. Olá Lis! Obrigado por ter escrito.
    As diferenças estão: em sua insolubilidade (Âmbar), pois o Damar é solúvel mesmo depois de muitos anos. Na pegada que a resina dá ao pincel, ligeiramente menos grudento que o Damar, e na estabilidade do filme, que permaneçe mais seguro ao longo dos anos.

    Qualquer verniz misturado a tinta irá alterar o aspecto final. Todos eles secam numa camada vítrea brilhante, dando um acabamento mais brilhante se misturado a tinta, e consequentemente, satura as cores, deixando-as mais vibrantes. O melhor no entanto é NÃO abusar de grande quantidade! Nunca mais do que 20% de verniz em sua quantidade de tinta.

    Fazer testes é SEMPRE uma idéia interessante. Um pintor curioso e precavido é o que todos deveríamos ser.

    Quanto ao estado das obras brasileiras versus obras européias, é difícil dizer, pois quase nunca sabemos quais delas estão intactas por chegarem aos dias de hoje intactas ou quais passarão por radicais restaurações.

    Costumo fazer consultoria via e-mail sim. Sem problemas. Contacte-me no meu e-mail: cozinhadapintura@gmail.com

    Um Feliz Natal!
    Grande abraço!

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  10. No comentário anterior, leia "passaram" no lugar de "passarão". Me desculpe!

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  11. Muito obrigada pela resposta.
    Quanto à quantidade, claro, não desrespeitarei a regra do (máximo) 20%.
    É verdade, além da questão de cuidados na produção há também a possibilidade de restaurações. As obras brasileiras que vi, no entanto, são consideravelmente mais jovens.
    Feliz Natal para você também!

    Lis

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