terça-feira, 8 de novembro de 2011

Antigos Métodos de Pintura Indireta

Durante este quase sete anos de pesquisa, acumulando considerável bibliografia, começando por livros ingênuos, passando por artigos científicos importantes, material recente e até mesmo raros tratados medievais, acredito que finalmente possa contribuir com algumas conclusões que considero interessantes, principalmente aos artistas pesquisadores.

Há claramente uma dispariedade de opiniões entre artistas, restauradores, químicos e historiadores sobre os métodos antigos de pintura. Essas contradições são tão grandes que após todos esses anos de pesquisa, tenho convicção de que não há um caminho certo para uma "técnica de pintura antiga", mas inumeros caminhos. Estou convencido de que não há como se afirmar a existência de uma fórmula ou método único para a "técnica de Tiziano", assim como para a "técnica de Raphaello" ou de qualquer outro artista da antiguidade. Os estudos científicos que trazem os resultados químicos, de uma obra de certo artista, apresentam uma visão "local" de sua obra, e não geral, portanto, esses nos servem muito mais como o estudo de um quadro em sí, do que da obra de um artista. Quando analisamos artigos científicos que dissecam mais de uma obra, na maioria dos casos, é notável como esses artistas mudavam suas abordagens, em diversos sentidos.

É mais difícil ainda acreditar em fórmulas que descrevem a "técnica holandesa", a "técnica italiana" ou qualquer outra abordagem que se entenda como de um país ou período. Se um artista holandês mudava constantemente sua abordagem, imagine tentar encontrar uma "cara" para a pintura de todo um período da Holanda? Apesar de existirem certos maneirismos técnicos característicos de regiões ou períodos, eles não são absolutos, não acontecem de forma homogênea, constante e ordenada. Como exemplos, o mito de que toda pintura francesa é feita com base em um underpainting monocromático acinzentado (grisaille), que toda pintura italiana é feita com um underpainting esverdeado (verdaccio), que toda pintura holandesa é feita com uma técnica mista (têmpera/óleo) e mediums óleo-resinosos, e por aí vaí.

Portanto, descobrir que dado artista pintou uma ou mais obras com um underpainting avermelhado não quer dizer que descobriu-se finalmente sua técnica, pois essa provavelmente era uma dentre muitas de suas abordagens. Todos os grandes mestres faziam isso, com raras exceções, como Caravaggio, que usava praticamente a mesma abordagem para todas as suas pinturas. Essa constante variação, que podemos chamar de experimentação em muitos casos, fica muito claro quando temos acesso aos relatos de restauradores, como por exemplo, as ínumeras entrevistas feitas por Merrifield com restauradores que trabalharam em mais de uma obra desses mestres.

Antonello da Messina em 1475: Camadas.

O mesmo pode se dizer das paletas. Mesmo com uma quantidade de cores muito menor do que há hoje disponível, o número de cores do período era suficiente para que os artistas pudessem variar e tentar novas combinações cromáticas. É por essa razão que livros ou artigos mostram uma paleta diferente para um mesmo artista, embora certas cores estão quase sempre presentes. Portanto, é necessário cuidado quando se generaliza uma determinada abordagem como "a técnica de...", ou determinada cor como "a cor usada por..." pois as variações são notáveis. É preciso analisar todo o oeuvre de um artista e não somente três ou quatro obras isoladas.

Mas então, o que é de fato a técnica antiga? Apesar de estar convencido de que as variações são grandes e de que todo pintor mudava periodicamente sua abordagem, há algumas características que ligam todas as obras entre os períodos do final do século 14 até o meio do século 17, que podem nos fornecer grandes dicas sobre a abordagem usada na antiguidade.

Minha conclusão é que podemos tomar como únicas "certezas" as seguintes características:

1. Camadas
A técnica antiga é um processo que recorre a camadas invariavelmente usando de underpaintings que servem como um guia, ou o mesmo é coberto parcialmente por inúmeras camadas subsequentes de opacidade semi-transparente ou transparente. Pode parecer óbvio, mas quero justamente chamar atenção para o fato de que essa é a base e o "grande segredo" da pintra antiga. Voce pode usar exatamente a mesma paleta, medium e qualquer outro material assim como de um Velho Mestre, mas se pintar alla prima, não conseguirá atingir o mesmo grau de profundidade, transparência e atmosfera (com raríssimas exceções, como nos casos de algumas obras de pintores como Frans Hals, Velasquéz e Rembrandt).  A única forma de compreender profundamente a pintura dos Velhos Mestres é através do estudo de como essas técnicas de camadas eram usadas.

2. Conhecimento das Propriedades dos Materiais
Esse ponto em particular é assunto delicado, pois compreendo que muitos artistas acreditam que na verdade os materiais não importam, mas sim o modo como eles são usados, independente da tinta, pincéis, suporte, medium, etc. Entendo perfeitamente esse ponto de vista, e concordo que talento e experiência são insubstituíveis. Mas gostaria de ilustrar de forma clara, a segunda conclusão que complementa meu primeiro argumento sobre a pintura em camadas.

É simples: sem o completo entendimento dos materiais, é impossível entender de modo pleno como a abordagem de camadas funciona. Em inúmeros livros e artigos relata-se a experiência por qual todos os aprendizes passavam, de moer os minérios num pilão e dispersar o pó resultante desse processo no óleo, com ajuda de uma moleta de pedra. No entanto, o "fazer" dos pigmentos, tintas, bases e vernizes não era uma mera tarefa subalterna, a qual era jogada aos aprendizes por que o mestre deveria ocupar seu tempo com tarefas mais dignas, mas uma tarefa primordial para que os pupilos pudessem aprender e se familiarizar com as propriedades dos pigmentos, ganhando experiência sobre como cada uma das cores funcionava, como cada base absorvia de modo diferente as tintas, etc. Conhecer os materiais era fundamental para que a abordagem em camadas não resultasse em pinturas com cores "sujas", craqueladas, sem vida e brilho.

Os pigmentos da antiguidade não possuiam a intensidade cromática disponível hoje. Era necessário entender como obter esse intensidade através de "truques" ópticos, onde a camada debaixo influenciava na camada de cima, um conhecimento que somente aqueles que entendiam profundamente os materiais poderiam aproveitar. Além disso, alguns pigmentos reagiam de forma a escurecer ou mudar de cor quando misturados, o conhecimento da cozinha também servia para contornar esses problemas.

Apesar do conhecimento da cozinha da pintura estar voltado em parte para corrigir essas deficiências (pouca intensidade e falta de permanência), as questões de gordo sobre magro assim como as utilidades e funções de corpo, a combinação de cores em camadas transparentes e muitas outras abordagens da pintura em camada eram usadas com o intuito de se alcançar efeitos ópticos impossíveis de se alcançar sem um bom conhecimento dos materiais e esse talvez, seja um dos principais motivos pelos quais a cozinha é tão importante para o método indireto, pois está diretamente relacionado com o resultado da obra, em sua estética. Aqueles que desejam usar camadas hoje, assim como na antiguidade, devem estudar e entender os materiais.

3. "Segredo" da Aplicação e Simplicidade dos Materiais
O tempo se encarregou de apagar a maior parte dos procedimentos, que foram transmitidos principalmente via oral, e não escrita. Mas com um crescente interesse em descobrir novamente sobre o método desses antigos artistas, uma quantidade surpreendente de livros, tratados e artigos foram escritos na esperança de identificar seus métodos. Infelizmente, a maioria do material é baseado em opiniões e não em fatos empíricos. Portanto, houve uma grande disseminação de falsas informações, disseminação que ainda acontece, principalmente na internet, onde absolutamente qualquer pessoa pode escrever sobre o que bem entender. Isso levou a maioria dos artistas a seguir pistas falsas sobre as técnicas antigas e principalmente sobre os materiais usados por esses extraordinários pintores.

Sobre isso, penso que há dois fatores muito importantes, mas sem qualquer mistério. Em primeiro lugar, os materiais como mediums, óleos e bases eram simples. Em segundo, o "segredo" estava no controle dos mesmos, isto é, como usá-los, ou ainda, em sua aplicação.

Sobre a simplicidade dos materiais, cada vez mais achamos provas científicas de que não há nenhuma complexa concatenação de diversos óleos cozidos com diferentes metais e resinas durante horas para ser necessário pintar em camadas ou para gerar uma boa obra, ao contrário do que fora promovido por diversas publicações. Os pintores experientes sabiam que quanto mais variantes, maior a chance do material perecer ou dar errado. Todos os materiais eram feitos com receitas básicas, com um ou no máximo dois ingredientes. Os mais complexos recebiam a adição de algum outro ingrediente ou passavam por algum tipo de adequação caseira para purificar ou melhorá-lo. Assim como Donald Fels, autoridade belga em materiais artísticos da antiguidade, acredito que o grande erro da maioria dos acadêmicos que escreveram algum tipo de tratado sobre os materiais da antiguidade foi apostar em materiais complexos, e não em abordagens complexas. O "segredo" desses pintores estava na complexidade do uso dos materiais, que eram simples, e não o contrário: nos materiais complexos.  Portanto, os materiais eram compostos e feitos de maneira simples.

Como exemplo, cito os gigantescos esforços focados na compreensão da maneira como esses artistas teoricamente purificavam seus óleos vegetais, para obter os mais altos níveis de transparência e pouco escurecimento da película, enquanto a questão deveria ter sido como os óleos eram aplicados e usados na pintura. É notável pensar que o óleo de linhaça alkalí, moderno, é muito mais claro do que o óleo prensado a frio dos Velhos Mestres, e ainda assim, essas pinturas antigas são mais luminosas e claras do que muitas pinturas modernas. Acredito que, mais uma vez, o "segredo" esteja no uso, e não no material em sí, sendo o material, "simples" óleo vegetal como a linhaça ou nozes.

É claro que o conceito de "simples" sofreu certa mudança desde então. Enquanto na antiguidade qualquer um poderia achar "simples" fazer um verniz, a grande maioria hoje não tem a menor idéia e experiência de como se faz isso. É uma outra discussão, para outro post.

Como outro exemplo de "maximização de qualidade" e de como esses pintores dominavam o conhecimento de uso de seus materiais, cito um interessante dado que deveria ser divulgado mas que não é veiculado em nenhuma fonte: a pesquisa de Michael Price relata que os pigmentos moídos na antiguidade possuiam tamanho de partículas muito maiores do que os das tintas modernas. Price diz que o tamanho médio das particulas gira em torno de 5 a 80 microms, dependendo do pigmento. A indústria de tintas modernas pulveriza as partículas em tamanho muito menor, para que a ação de dispersão no óleo se torne mais fácil, além de aumentar a vida útil dos maquinários, portanto trabalha com partículas de 0.5 até 1 microm, isto é, pelo menos 4 vezes menor do que as partículas da antiguidade. Essa diferença de tamanho promove maior refração na superfície das partículas maiores (pigmento da antiguidade), criando cores mais fortes e facilitando a ação de dispersão a mão, nesse caso, com uma moleta, resultando em menos tempo de trabalho e dispersão mais eficiente.

Partículas de Azurite entre 1 e 70 microms.


Partículas de Azurite entre 60 e 70 microms:
Refração superior.


Um Mero Detalhe
Portanto, o uso de uma abordagem de pintura em camadas não é somente um "mero" detalhe. É a base para se conseguir um tipo de pintura condizente com a atmosfera da pintura antiga. Ao mesmo tempo, a própria natureza da pintura indireta anda de mãos dadas com o "pensar" dos materiais, com o exercício de articular pensamentos sobre como se comportam as substâncias, pensamento inerente ao antigo processo de pintura, hoje, parcialmente descartado pela abordagem alla prima.

Não ponho em discussão a pintura alla prima, que sem sombra de dúvida resulta em pinturas magníficas, principalmente para os casos onde uma atmosfera "solta" é desejada. A discussão não é qual das abordagens é a melhor ou surta melhor estética, pois além de ser subjetivo, é necessário que lembremos que são "modalidades" diferentes usadas para diferentes fins expressivos. O que discuto aqui, são os métodos necessários para simular a atmosfera da pintura clássica da antiguidade.

É importante lembrar que a combinação das duas abordagens é totalmente possível, e só cabe a criatividade de cada artista de como usar essas inúmeras possibilidades expressivas obtidas dessa técnica mista. Num mundo ideal, talvez a experiência com ambas abordagens seja benéfica ao domínio técnico e expressivo.

Gostaria de dar continuidade a esse assunto com uma leve mudança de direção, enfocando os "prós e os contras" de cada uma dessas abordagens, que foi discutido anteriormente, mas de maneira superficial. Há muito o que se falar, e pouco material de qualidade disponível sobre o assunto, portanto, esse tema será o nosso próximo post.


BIBLIOGRAFIA
MAYER; Ralph; Manual do Artista; Martins Fontes; 1950; 1957 e 1970.
DOERNER; Max; The Materials of the Artist and Their Use in Painting; 1921.
EASTLAKE; Sir Charles Lock; Methods and Materials of Painting of the Great Schools and Masters; Dover; 1847.
MERIMÉE; The Art of Painting in Oil and in Fresco; Whitaker & Co.; 1839.
YVEL, Claude; La Peinture à L´huile; Flammarion; 1991.
LAURIE, A.P.; The Painter´s Method´s and Materials; Dover; 1967.
THOMPSON, Daniel V. The Materials and Techniques of Medieval Painting; Dover; New York.
CENNINI, Cennino; Il Libro Del´Arte; 14th Century.
MERRIFIELD, Mary P.; Original Treatises On the Arts of Painting; John Murray; London; 1849.
AMIEN; Art Materials Information and Education Center; 2011.

PRICE; Michael. A Renaissance of Color; Manuscript, Julho de 1999.
DE MAYERNE; De Mayerne Manuscript, B.M. Sloane; 1620.

23 comentários:

  1. puxa, marcio! fico contente quando aparece um novo post seu. mesmo que seja bem técnico, como o de hoje, ele nos dá uma visão mais ampla do que nossas comezinhas questões de "como terminar um quadro" ou de "como conseguir aquele efeito mais rapidamente". isto é "pintura a longo prazo"...
    parabéns!
    paulo de carvalho

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  2. Oi Paulo! Queria aproveitar a oportunidade e pedir desculpas aos leitores. Tenho encontrado problemas para arrumar tempo para novos posts. Peço desculpas, e gostaria que voces soubessem que penso no blog diariamente, e sei o débito que anda somando por aqui. Mas nesse mês pretendo colocar pelo menos mais dois posts novos.

    No mês passado cheguei a colocar um post novo, mas tirei rapidamente do ar, pois achei que o tema era polêmico e político demais. Acabou saindo um pouco fora do nosso tema. Gosto de foco!

    Bem, nos vemos por aqui! Um abraço Paulo!

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  3. Márcio, quanto tempo voce demora pra escrever esses artigos? fico sempre impressionado com o fôlego dos textos. Ainda não li esse artigo novo, pois estou no trabalho. Vou ler assim que chegar em casa. Um abraço!

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  4. Walcyr, depende do artigo. A maior parte do material vem de uma pesquisa que venho fazendo há um bom tempo, e que se extende para um Mestrado em Artes Visuais. Portanto, leio muita coisa para a pesquisa. Quando estou empolgado, sento para escrever um post desses. Se escolho falar sobre algo bem específico, que já está na minha cabeça, geralmente é bem rápido, variando de duas a três horas.

    Mas se é um tema que "tiro do chapéu", pois penso ser algo que não havia antes por aqui, algo legal para explicar para o pessoal, tenho que reler muitas fontes, fazer "mini-pesquisas" e cruzar informações. Esses, podem demorar um domingo inteiro, da hora que acordo até a hora que vou dormir. Mas não se engane... eu me divirto! Bem, acho que isso. Leia o post e deixe suas dúvidas, é meu prazer esclarecê-las. Um abraço!

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  5. Tenho dificuldade em olhar uma pintura e entender se ela é em camadas ou allá prima. Como identificar?

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  6. Anônimo, a pintura em camadas geralmente é muito lisa e sem pinceladas, os degradês são bem trabalhados e mesclados entre sí. Mas também é possível pintar em camadas deixando marcas e pinceladas, embora poucos o façam. A pintura alla prima é mais solta, voce consegue identificar as pinceladas a certa distância, formando "blocos" de cores, ela é mais gestual enquanto a pintura em camadas é mais contida, quieta. Abraço!

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  7. Boa Noite, Márcio! Tudo que li nesse post faz um grande sentido e pode ser provado na prática!

    Parabéns, amigo e colega!
    Abraço

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  8. Boa noite parceiro! Obrigado pela visita Paulão! Nos vemos! Os estudos novos ficaram lindos meu amigo!

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  9. Valeu, Marcião! Amanhã te ligo, tenho novidades... Abraço

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  10. Que texto agradavel de ler Marcio, e muito informativo, como sempre.
    Obrigado!
    Abraço

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  11. Obrigado velho amigo! Sempre uma satisfação quando vejo que leu meu artigo, quem agradece sou eu! Um abração!

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  12. Muito bom e relevante, como sempre.

    Abraço!

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  13. Obrigado meu amigo! Fico contente que prestigie meus artigos. Agradeço! Um abração!

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  14. Tenho que agradecer constantemente pela socialização das suas pesquisas que enriquecem nosso conhecimento. É muito interessante entender o que estamos fazendo quando pintamos, e não simplesmente colocar tinta sobre uma superfície e esperar um resultado estético de forma aleatória. Estou de fato aprendendo a enxergar detalhes que sem este tipo de conhecimento passaria despercebido.Grande Abraço!!!

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  15. Gianni, é exatamente esse tipo de curiosidade e atenção que fazem os pintores descobrir novas abordagens e aplicações. O artista moderno deixou de pensar sobre os materiais e sobre as inúmeras técnicas possiveis. Investigar, questionar, pensar, discutir e analisar são obrigações a todos aqueles que querem dar um salto nessa área. A idéia do blog é justamente ser um espaço de discussão sobre isso, fomentar troca de informação de qualidade. Fico contente em tê-lo conosco, o prazer é todo meu! Abraço!

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  16. gostei muito desse port, pois estou iniciando na pintura e ainda não conheçoas técnicas, mas admiro as obras e tento definir as cores e as técnicas usadas. Agora vou passar a observar melhor. Obrigada pelo lindo texto.

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  17. Dilcinéa, é um prazer receber sua visita. Fico muito contente que tenha gostado do material. Seja bem vinda! Abraço!

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  18. Márcio sou leitora do seu blog e fico sempre maravilhada com a profundidade de suas pesquisas. O tema deste post é ótimo e tão raro de ser encontrado com confiança. Vi no Arte 1 uma restauração de tela do Leonardo da Vinci,executada pelos restauradores do Louvre, onde as camadas pictóricas era laca vermelha, preto, azul e depois a pintura. Pode haver tanta influência nos valores tonais? A laca vermelha não seria totalmente encoberta pelo preto? Fiquei curiosa e embora tenha feito uma excelente faculdade de Artes e também estudado com professores acadêmicos muito técnicos e experientes, nunca havia visto tantas camadas desta forma.

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  19. Estou amando seu blog e seus estudos! Parabéns!

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  20. falta objetividade nas suas explicações tornando a leitura cansativa

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  21. Olá Anônimo! Concordo! Adoraria poder re-escrever TODOS os artigos que disponibilizei aqui. O grande problema é tempo. Além disso, tenho tentado criar o hábito de permanecer sempre mais objetivo, acredito que esse prolongamento seja parte intrínseca do meu modo de pensar e do meu processo de estudo (e acredite, escrever é a melhor maneira de organizar as idéias e colocá-las em uso, mesmo que o resultado final seja um esboço), que pode não ser exatamente um deleite a muitos leitores.

    Por outro lado, os textos e obras que mais gosto, sobre técnicas e tecnologia dos materiais, são em formato de prosa, algo mais pessoal e menos formatado como "manual de consulta". Abraço!

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