sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Linha de Tintas Schmincke

No dia 29, a Casa do Artista ofereceu a comunidade artística paulistana, em sua loja da Alameda Itú, uma apresentação dos produtos da marca Schmincke, feita pelo seu Diretor Comercial, o alemão Markus Baumgart.

Através de correspondência com outros artistas, instituições e companhias, assim como por participações em forums, a Cozinha era familiar ao nome e reputação da marca, tendo ouvido de vários pintores norte americanos sobre a excelência da linha Mussini, no entanto, nunca de fato havia testado essa linha na prática. Hávida principalmente pelas informações sobre suas linhas de tintas á óleo, a Cozinha da Pintura compareceu ao evento exclusivamente para cobrir a apresentação para seus leitores. Como de costume, a Cozinha da Pintura foi recepcionada generosamente pelo gerente Alberto Peciauskas, sempre muito simpático, e pelo diretor David Misan também sempre muito atencioso. O Mestre Caetano Ferrari interviu na palestra de Markus com comentários pertinentes ao público, e como interprete, completando a calorosa família da Casa do Artista.


Material de divulgação com especificações técnicas

Com bom domínio do espanhol e do inglês assim como uma solicitude grandiosa, Markus fez uma interessantíssima introdução sobre a história da companhia seguida de uma apresentação das suas linhas de tintas a óleo, acrílica, aquarela e pastel seco detalhando o processo de fatura de cada uma. Devido a complexidade de cada linha de tinta, não houve tempo suficiente para uma análise mais detalhada dos inúmeros mediums oferecidos pela empresa. Como a Cozinha da Pintura foca suas atenções numa pesquisa exclusiva sobre tinta a óleo e têmpera, daremos exclusividade nesse artigo as linhas a óleo da companhia. Vale lembrar que a empresa também comercializa gouache, tinta para gravura a base d´água e tinta especial para aerografia, confira em seu site. Para os aquarelistas: o método de fatura da aquarela Schmincke é especialmente cuidadoso, vale muito a pena se informar.

Durante o Coffee Break, foi possível conhecer os inúmeros participantes e trocar informações com os artistas presentes.  Agradável surpresa ter finalmente conhecido pessoalmente Maurício Takiguthi. O talentoso Paulo Frade, frequente parceiro da Cozinha da Pintura em inúmeros projetos, foi mais um dos ilustres participantes do evento. Ambos artistas são importantes figuras na cena de pintura contemporânea com forte influência do classicismo acadêmico, fascinante encontrá-los e poder observá-los trocando informações.


Testes de carga pigmentária e opacidade

A Schmincke possui duas linhas profissionais e uma linha popular.  Mas antes de entrar em detalhes sobre as mesmas, alguns comentários sobre certas características presentes em todas as linhas de tinta óleo da Schmincke:

Particularidades de Todas as Linhas Schmincke
Todas as linhas levam como veículo um mix que pode ser a combinação de inúmeros óleos vegetais, como o óleo de linhaça, papoula, cártamo ou girassol em proporções variáveis de acordo com cada pigmento. Isto é, algumas cores possuem mais óleo de linhaça do que de papoula, enquanto outras, o inverso. Interessante notar que a Schmincke não faz uso do óleo de nozes, provavelmente pelo altíssimo custo do material e pela sua semelhança a outros óleos com pouca concentração de ácido linolênico, esses podem ser tranquilamente empregados surtindo o mesmo efeito.

Esse é um meio interessante de balancear o tempo de secagem entre as cores, sem o uso de adulterações nocivas como secantes metálicos, ou diminuição da carga pigmentária, não raros em algumas marcas famosas. Apesar de pessoalmente não me incomodar com os diferentes tempos de secagem entre as cores, e dar preferência ao uso exclusivo do óleo de linhaça, o mix usado pela Schmincke pode oferecer maior segurança para os mais descuidados acerca das regras gordo sobre magro, assim como proporcionar uma secagem mais uniforme entre diferentes cores numa pintura alla prima. Pessoalmente, daria preferência ao uso exclusivo do óleo de linhaça, no entanto, como anteriormente discutido em outro post, as diferenças de amarelamento são tão sutis que realmente, não faz muito diferença ao artista. Acredito que esse mix de óleos seja mais importante ao tempo de secagem. Será interessante testar uma cor de secagem tipicamente rápida, como o Sombra Queimada, e comparar os resultados com outras marcas.

Baumgart, Diretor Comercial e de Marketing Schmincke

Uma característica de fatura que me impressionou, pois até então não tinha conhecimento que a prática era adotada em qualquer marca, é o ripening (amadurecimento). A tinta fica reservada em containers selados (5 lts.) de três a quatro meses, tempo para que haja maior absorção entre óleo e pigmento, para que a tinta “amadureça”. Não houve tempo para uma explicação em maiores detalhes sobre o procedimento, mas imagino que a tinta reservada após esse período deva ser novamente dispersada pelas máquinas para que o óleo separado seja absorvido pela massa que já está dispersa de modo efetivo. Um cuidado muito pertinente e altamente desejável, que compensa seu preço.

No dia posterior da apresentação, o Mestre Caetano Ferrari foi muito gentil ao me fornecer algumas observações adicionais sobre o processo de ripening. Essa prática também é usada pela Winsor & Newton e na Talens, observada por ele nessas fábricas. Mas não há moagem posterior, ao contrário do que eu havia imaginado. Ferrari explica o processo:


Somente a camada de óleo que ficou na superfície é retirada, suja, com o pouco do pigmento que ficou nessa faixa de 3/5 cms. de óleo. Esse óleo extraído (que é pouco) vai para sistemas municipais de lixo especial, é perdido...

Linha Akademie
Com preços mais populares, a linha Akademie possui 48 cores em sua paleta, e segundo o catálogo da Schmincke, possui grande número de tintas com três ou mais pigmentos, deixando um pouco a desejar, mas natural numa linha estudante. Além disso, devemos lembrar que isso se reflete no preço. É interessante que se tenha uma linha mais econômica, para ser usada em estudos e trabalhos que não sejam importantes. Ainda assim, contém carga pigmentária razoável, segundo meu teste de carga, melhor do que por exemplo, as linhas para estudante de inúmeras marcas estrangeiras, como o caso da Van Gogh (Talens). Obteve nesse quesito (carga pigmentária) um resultado muito parecido com o da linha Winton (W&N), se não melhor, dependendo da cor. Na linha Akademie, assim como nas outras tintas Schmincke, é notável a excelente dispersão resultante do processo de amadurecimento da tinta. Nenhum tubo da Schmincke, inclusive um tubo de Azul Ultramar, famoso por escorrer muito óleo, apresentou escorrimento prematuro do tubo, fato tão comum na maioria das outras marcas.

Linha Norma Professional
Com praticamente o dobro de cores (84) do que a Akademie, a linha Norma oferece um maior número de tintas mono pigmentadas, mas algumas cores ainda possuem dois ou três pigmentos, como o caso do Vermillion (PR255/PO62) , Carmine Red (PR179/PV19) e o Sienna Natural (PY43/PBr7). A carga pigmentária é boa, mas relutaria em chamar essa linha de profissional, sendo em minha opinião, uma ponte entre uma linha estudante e profissional, que certamente possui uma função prática dentro de qualquer ateliê. Digo isso pelas opções de formulações das cores. Seria muito interessante se a Schmincke pudesse aproximar as formulações dessa linha as formulações da Mussini, oferecendo um maior número de cores mono pigmentárias para essa linha. A linha Norma possui uma consistência muito mais próxima de uma tinta artesanal do que da pasta amanteigada, e muitas vezes dura, das tintas industriais, e a ausência de escorrimento de óleo é certamente um plus, assim como a quantidade de cores oferecida.




Linha Mussini
A estrela da apresentação ficou por conta da linha Mussini. Dado interessante é que, embora a Schmincke seja uma empresa alemã, a receita de preparo dessa linha é obra do italiano Cesare Mussini, daí o nome da linha. Com o impressionante número de 101 cores em sua paleta, o catálogo de cores da Mussini é um deleite aos olhos de qualquer pintor, atualmente perdendo somente para a Old Holland (168 cores). Como esperado, o teste de carga pigmentária obteve resultados excelentes, compatíveis com os resultados obtidos pela Artist´s Oil (W&N), Williamsburg, Lukas e Old Holland. A consistência da tinta é ainda mais parecido com tinta artesanal do que a da linha Norma, comportando-se de forma esplêndida no pincel.

Uma característica peculiar da Mussini é que entre seus componentes está uma pequena carga (variável comforme o pigmento) de resina Damar. Não quero entrar novamente na discussão sobre uso de resinas, mas é importante observar que nesse caso, não estamos tratando aqui de adições e grandes quantidades de medium resinoso, mas sim uma pequena porção de resina adicionada a tinta. Isso certamente possui implicações diferentes. A fragrância promovida pela adição do solvente e da resina são percebidos facilmente. 

Apesar de alguns pintores relutarem quanto ao uso das resinas, é importante que se admita que no caso da Mussini, trata-se da resina considerada hoje como a mais segura para o uso na pintura, ao contrário de resinas como o Mastíque. Mas algo interessante entra aqui. As principais funções das resinas são promover maior adesão entre as camadas e aumentar a saturação das cores, caindo como uma luva numa linha onde é possível encontrar 42 cores transparentes. É notável como uma linha de cores moderna possa favorecer principalmente aos pintores que usam uma abordagem de pintura indireta. As cores transparentes são essenciais para o uso em velaturas, e considero-as menos versáteis aqueles que pintam alla prima, portanto, a Mussini me parece uma grande opção para aqueles que recorrem as técnicas originárias de antes do impressionismo.

A empresa diz que a adição de verniz damar a sua formulação (solvente + resina) promove um melhor “respiro” da tinta, pois a evaporação do solvente abre “caminho” na massa corpórea da tinta e permite que uma maior oxigenação ocorra no filme, promovendo uma melhor secagem de “dentro para fora”. A teoria faz sentido, mas nunca li nenhum artigo científico que de fato comprove isso. Extremamente interessante, a ser conferido e discutido.

Talvez de 60 a 70% das cores sejam mono pigmentárias. Destaque em especial ao Vermillion feito de PR255, Sombra Queimada Claro (PBr7) e Atrament (PBk7). Ainda tenho que averiguar o catálogo de forma mais plena e estudar cada opção de pigmento. Postarei aqui, novas análises sobre particularidades da vasta paleta Mussini. 


Linha Mussini Gold Edition

Como outra opção bem diferente do que há no mercado, como se não bastasse oferecer uma linha que contenha resina e muitas cores transparentes com excelente carga pigmentária e carga inerte mono pigmentada, a Mussini também oferece a série Gold Edition, com 7 cores metálicas, que podem simular um efeito de douração, em inúmeros “tons” de metais. É possível que os mais puristas torçam o nariz para essa opção, mas o efeito a tinta é bem interessante, e certamente pode significar uma economia considerável em folhas de ouro legítimo. Pode valer a pena conferir essa nova linha.

Considerações Finais
A linha Mussini é sem sombra de dúvida a grande estrela da Schmincke. Uma tinta de fatura cuidadosa, atenciosa, de consistência diferente do que comumente se encontra no mercado, com muitas opções interessantes em cores mono pigmentadas. Tendo quantidades de pigmento similares a outras marcas profissionnais, julgo como seus atributos mais interessantes a sua consistência artesanal, dispersão perfeita e a opção de grande número de cores transparentes. Quanto a sua característica mais divulgada, a adição de resina, creio ser vantagem principalmente ao pintor de abordagem indireta, oferecendo pouca vantagem, além de maior saturação das cores, para os que usam um método mais direto. Considero a Mussini uma opção de tinta premium que não pode ser ignorada.

A Cozinha agradece imensamente a Markus Baumgart e a Schmincke, pela atenção e solicitude, assim como pela bondade em responder todas as nossas perguntas e ainda nos fornecer catálogos, amostras e abundante material técnico sobre os procedimentos da empresa. Não temos palavras para agradecer sua atenção. Aos amigos da Casa do Artista, David, Alberto e Caetano, nossa gratidão pelo tratamento mais que especial e todo o carinho. Um evento sensacional. Mais uma vez, parabéns pela iniciativa!

22 comentários:

  1. Para os puristas de sempre: O teste de carga pigmentária não foi exatamente compatível com todas as outras marcas profissionais disponíveis em meu ateliê, tendo apresentado resultados melhores em alguns casos e TALVEZ um pouco piores em outro. No entanto, como em MAIS de um teste a diferença parece ser imperceptível, julgei os resultados "compatíveis com outras marcas".

    Também é importante lembrar que isso pode ser variável comforme a cor escolhida para o teste. Mas de forma geral, considere a Mussini uma tinta de EXCELENTE carga pigmentária.

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  2. Muito legal a cobertura do evento Márcio!

    Uma dúvida, já sabemos que a linha profissional é compatível com as grandes marcas em qualidade, mas o preço tbm é similar?

    E que noticia boa essa variedade de cores transparentes hein? Sempre tenho a impressão de que há poucas para vender disponíveis nas lojas, talvez pelo fato da pintura em camadas não ser tão popular nos dias de hoje, ou talvez pelos artistas não saberem como utiliza-las corretamente... Eu mesmo aprendi um dia desses!

    Um abraço Marcio,

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  3. Meu amigo Leo: Não tenho NENHUMA informação de preço. A Casa do Artista ainda não colocou a linha Mussini no site, voce só encontrará a linha Akademie, que custa R$41,04 cada tubo de 200 ml.

    E o grande número de tintas transparentes na linha Mussini é realmente uma das coisas mais legais da marca.

    Interessante também, e isso não comentei no artigo, algumas cores chaves na paleta Mussini que remetem a cores históricas, como o Atrament, Delft Blue, Medieval Yellow entre outras. Sei que muita gente não se liga muito na história dos materiais, mas eu pessoalmente fiquei muito contente em ver esse cuidado.

    Brinquei bastante com o Azul Ultramar e um Amarelo de Cádmio da Mussini ontem. É uma GRANDE tinta, comparável a Old Holland, Vasari e Williamsburg. Mas há algo de "extra artesanal" na consistência dela, ela é levemente mais líquida do que essas, e não pinga uma gota de óleo dos tubos, ao contrário de todas as outras. Gostei muito.

    Abraço!

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  4. Muita boa sua cobertura Márcio!
    Comparável a Old Holland?!! Vixe! Fiquei MUITO interessado em ver...srssrr

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  5. Wesley meu amigo, comparável a Old Holland, e outras linhas Premium, no quesito carga pigmentária e dispersão. Também temos que considerar número de cores na paleta como algo similar as outras grandes.

    Assim como outras grandes, tem um mix de óleos como veículo, considerando isso como vantagem ou não, é similar. Outro ponto a se considerar: independente se voce acha certo ou errado, é a única que oferece resina na tinta.

    Pontos negativos: possui mais cores NÃO mono-pigmentárias do que gostaríamos, e isso inclui algumas cores MUITO clássicas, como o Siena Natural, Amarelo Ocre (Deep Ocher) e na maioria dos Cádmios Vermelhos(!).

    Diria que é uma GRANDE escolha, mas prefira escolher as tintas feitas somente com UM pigmento, portanto, LEIA sempre o rótulo antes de comprar, pois MUITAS cores não são mono pigmentárias.

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  6. Mas ALGUMAS cores em particular tem TUDO para serem sensacionais opções de compra. Como o caso do Sombra Queimada, feito de terra 100% natural, mono pigmentado e com todas as outras EXCELENTES características de fatura da Schmincke: muito pigmento, dispersão perfeita, consistência artesanal.

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  7. Márcio, o Cozinha da Pintura é um serviço único no brasil. Gostaria que voce tivesse uma loja para podermos comprar nossos materiais com voce e receber toda sua acessoria de expertise... a união do útil ao agradável. Márcio, qual tinta devo comprar, Artists Oil da Winton ou Mussini? Obrigado! Walter.

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  8. Walter, obrigado pelas palavras generosas. A Winton é uma das linhas da Winsor & Newton, sendo a Artist´s Oil a melhor linha da marca. Nenhum dos meus tubos de Artist´s Oil vaza óleo como outras marcas que tenho, e a tinta tem carga pigmentária muito próxima a da Mussini. No entanto, lembre-se que a Artist´s não possui resina, ao contrário da Mussini. É algo a se considerar. Qual sua preferência, resina ou não? Mas, há algo que a Artist´s não tem... a consistência da Mussini. É questão de experimentar, pois consistência é totalmente subjetivo... muito artistas possivelmente irão preferir a "massa amanteigada" das outras marcas.

    Quanto a cores e quantidade de diferentes pigmentos na mesma tinta, é o mesmo que disse ao Wesley: algumas cores da Mussini NÃO possuem um pigmento só, o que pessoalmente penso ser um ponto negativo. Portanto, eu diria que DEPENDERÁ da cor que escolher, mas se a cor escolhida estiver disponível na Mussini como tinta mono pigmentada, levaria Mussini no ato. Um abraço!

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  9. Walter, acabei de me lembrar que possuo um tubo de Indian Red da Artist´s Oil que vaza óleo, mas não chega nem um pouco perto de marcas como a Van Gogh ou até mesmo a Rembrandt.

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  10. Ou seja, o melhor seria escolher uma série de cores de várias marcas "premium" com as opções mais adequadas ao que se quer fazer..certo? Tudo depende..

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  11. wow, Cádmios Vermelhos não mono-pigmentárias...que estranho...

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  12. Sim, seria o melhor a fazer. O caso dos cádmios da Mussini é estranho mesmo... até a Corfix possui cádmios mono pigmentados... é uma pena uma tinta desse calibre ter esse detalhe.

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  13. Entrei no site da Casa do Artista e não acahei a Mussini. Queria saber se eles tem Branco de Chumbo. Obrigado

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  14. Olá Anônimo. A Casa do Artista ainda não adicionou a linha Mussini da Schmincke ao site. Mas infelizmente, respondendo sua dúvida, nenhuma linha da Schmincke oferece o Branco de Chumbo.

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  15. branco de chumbo: o vilão da pintura, o renegado, o malfeitor! não entendo a censura a este pigmento...
    não precisa nem dizer que para os lambuzadores é um perigo, mas tem gente que pinta com os pincéis e não com os dedos... um aviso enorme do tipo que colocam em maços de cigarros seria o suficiente, creio.
    bom post marcio e, como sempre, suculento!
    paulo de carvalho

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  16. Olá Paulo! Pois é meu amigo, a relutância das marcas em fazer o branco de chumbo é um mistério, sendo que outros pigmentos, como o cádmio, também são venenosos. O problema é que a maioria dos países resolveu aplicar o desuso do material como lei. Isso não dá brecha pra usar o branco de chumbo, mas dá brecha pra usar outros pigmentos venenosos. Obrigado pelas suas palavras geneorosas Paulo, um abração!

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  17. Muito boa a cobertura, Marcio!!
    Como fazemos para saber quando haverão mais destes workshops?
    Costumava receber emails dos eventos na Casa do Artista, mas este não chegou.
    Assisti um memorável da Golden (acrylics) com direito há pequenas amostras no final.
    Abs,

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  18. Oi Claudio! Mande um e-mail para a Casa do Artista pedindo para incluir seu endereço na mala direta deles. Me lembro desse da Golden, não pude comparecer, infelizmente! Obrigado Claudio, um abração!

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  19. Caro Cozinha, a nova lista lateral com os tópicos ficou ótimo! Aa=cabei descobrindo artigos que ainda não tinha lido. Tenho mais dois amigos pintores quase meu vizinhos, e sempre falamos de seu website quando nos encontramos. Queria também saber do curso novo que voce está planejano, acabei de ver na seção de cursos e workshops.

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  20. Olá Lucas! legal que voces discutam os assuntos aqui abordados!

    A maior parte das informações sobre o curso estão na página Cursos/Workshops... juntamente com Paulo Frade, a Cozinha agora entra numa parceria séria e dedicada com esse artista fantástico, para promover cursos com um foque inédito aqui em SP. A idéia é oferecer formatos de Workshops e cursos que causem verdadeiro impacto em nosso meio. Estamos trabalhando pra oferecer o melhor, pois acredite, nós amamos nosso trabalho!

    Provavelmente já teremos uma primeira turma no começo do mês que vem, e as aulas serão aos Sábados, das 10 da manhã as 13 da tarde, próximo ao metrô Pça. da Árvore.

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  21. Marcio, tô meio sumido mas sempre que dá eu passo por aqui. O material tá demais cara, parabéns!!!

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  22. Olá Vinícius meu amigo! Não se preocupe! O Paulo me disse que encontrou com voce em Piracicaba, linda obra, parabéns! Um abração!!!

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