quarta-feira, 1 de junho de 2011

Brancos

O tubo de tinta branca é geralmente o primeiro a acabar. Com o branco, não pinta-se somente as áreas de luzes de nosso tema, nesse caso usando-o puro, mas ele também é adicionado a outras cores para ajustar valores e muitas vezes como base para aqueles que desejam um suporte menos absorvente. É comum que o pintor, em suas inúmeras visitas a uma loja de tintas, sempre compre um tubo de suas cores mais usadas e invariavelmente dois ou três tubos de branco extras. Por todos esses motivos, é uma das cores mais usadas na paleta de qualquer pintor e sem ele, não há pintura.

Para o pintor que está começando, ou para aqueles que migram de outros meios como por exemplo a aquarela, pode parecer estranho que a cor branca possua inúmeras variantes na tinta a óleo. Isso se deve por que há pequenas variações de temperatura, diferenças de corpo, reologia e transparência. É importante entender que cada branco, na tinta a óleo, serve a um propósito, e que cada um possui um comportamento que pode fazer diferença durante a pintura. No caso das tintas brasileiras, temos ainda poucas opções, mas quando tratamos das inúmeras linhas de tintas estrangeiras, o assunto muda de figura, e há pouco material em português que esclareça esse assunto de forma prática e compreensível. Veremos a seguir, as suas principais variantes, em ordem cronológica.


PW1 - Branco de Chumbo 
(Bianco di Roma; Bianco di Piombo; Lead White)
Composto de carbonato de chumbo, é um dos pigmentos mais antigos conhecido pelo homem e seu uso pode ser traçado desde os primórdios do império romano. Se consagrou como o branco usado pelos pintores da antiguidade, sendo o único branco nas paletas dos cânones da pintura da era de ouro. Não é por menos, pois o Branco de Chumbo, de todos os brancos, é o pigmento com maior personalidade, única. A estrutura química e molecular única do carbonato de chumbo confere a ele uma elasticidade espantosa, e não há como alcançar esses efeitos com outro pigmento. Nenhum substituto moderno consegue simular seu comportamente de corpo (expressividade e reologia). É por esse motivo, que mesmo tratando-se de um pigmento tóxico, pintores contemporâneos tem voltado a pintar com esse pigmento, vendido por lojas estrangeiras de tintas que voltaram a comercializá-lo e produzí-lo de forma artesanal. O método mais famoso de fatura desse pigmento é o método holandês, conhecido como "processo de empilhamento holandês" (Dutch Stack Method) ou simplesmente por "processo holandês". Consiste em recolher o pó resultante da corrosão de placas de chumbo (usadas em variados formatos dependendo do produtor) pelo vinagre, que é evaporado pelo calor produzido por esterco. As placas ficam dentro de potes de cerâmica enterrados em valas de terra recheadas de esterco, formando "andares" ou "pilhas" de potes, daí o nome do processo . Hoje em dia, assim como no começo do séc. 19, algumas empresas usam um processo diferente para a produção do carbonato de chumbo, e ainda é necessário estudos que nos digam se os diferentes métodos resultam em alguma diferença expressiva nos produtos. Há quem diga que existe certa diferença, pois as qualidades e quantidades de impurezas encontradas no carbonato de chumbo certamente são diferentes dependendo do método que se aplica para produzí-lo. 



Branco de Chumbo artesanal


Na maior parte das fontes bibliográficas de pintura é possível encontrar a informação de que esse pigmento possui uma das secagens mais rápidas da pintura a óleo, no entanto, a recente pesquisa do holandês Tumosa mostra que a secagem rápida pode estar relacionada com outras substâncias contidas no carbonato de chumbo, impurezas que podem influenciar nesse sentido, e sugere que as propriedades secativas do chumbo nem sempre são superiores as de outros metais, como por exemplo, o cobalto. Portanto na teoria, nem todo Branco de Chumbo secará de maneira rápida, podendo haver drásticas variações no tempo de secagem dependendo dos constituintes de suas impurezas. Pelo mesmo motivo, o Branco de Chumbo pode apresentar pequenas variantes de cor, mais amarelados ou mais brancos. Todos eles no entanto apresentam temperatura cromática mais quente do que qualquer outro branco, fenômeno muito apreciado pelos pintores. Quando usado em grande quantidade, com o pincel bem carregado, possui grande poder de cobertura e opacidade, e quando usado em pequena quantidade, com o pincel pouco carregado, torna-se muito transparente, uma qualidade polivalente. O maior problema do Branco de Chumbo é sua sensibilidade aos gazes que apresentam traços de sulfeto de hidrogênio, que pode escurecer o pigmento. No entanto, uma parcela imensa dos quadros da antiguidade foram pintados com esse pigmento, e somente nos casos de pinturas que tiveram contato abundante com esses gases sofrera alteração. Trata-se de um pigmento de excelente permanência e elasticidade estupenda. Existe uma certa relutância quanto ao uso de tintas a base de chumbo na pintura, e certamente deve-se tomar muito cuidado principalmente com o pigmento em pó, para não aspirá-lo enquanto se faz a tinta, não pode haver ingestão ou contato do pigmento com a corrente sanguínea. É sempre necessário que o pintor lave sempre as mãos ao término de sua sessão de pintura e evite sujar-se com essa tinta.

Embora seja possível traçar a história sobre as variações de nomes de um pigmento, é necessário lembrar que durante anos os fabricantes davam o nome que bem entendiam as suas tintas, de modo que não é incomum encontrar empresas que mudavam o nome de uma receita tradicional por inúmeros motivos comerciais. As próximas tintas apresentadas nesse artigo tiveram tanto suas receitas quanto seus nomes trocados em diferentes épocas por diferentes fabricantes. Quando tratamos sobre os brancos a base de carbonato de chumbo (Branco de Chumbo), temos uma verdadeira confusão de nomes e componentes. Como resultado, hoje podemos encontrar derivados de Branco de Chumbo que levam os seguintes nomes: Lead White, Flemish White, Flake White, Dutch White ou Cremnitz White. Portanto, é importante que se saiba o "passado" de cada tinta e sua composição "genérica", mas devido as mudanças de nomes e composições de marca para marca é preciso estar atento a sua composição, nunca se sabe quais são seus componentes até que se leia no rótulo. Para o pintor "purista" que quer pintar com o Branco de Chumbo que mais chegue próximo aquele usado pelos Velhos Mestres, basta procurar em sua composição se a tinta é feita somente com Carbonato de Chumbo (PW1), de preferência, pelo método de empilhamento holandês, independente do nome da tinta (Flake, Cremnitz, Dutch, Lead, Foundation, Quick Dry, etc).

PW1 - Cremnitz White
O nome é uma alusão a um famoso processo de fabricação de Branco de Chumbo, produzido nas cidades austríacas de Krems e Kormeritz, o nome da tinta tornou-se uma corruptela do nome de uma dessas cidades (Krems). Basicamente, Cremnitz White é Branco de Chumbo (PW1), no entanto, o verdadeiro Cremnitz White é feito pelo mesmo processo local de Krems. O processo austríaco é diferente daquele que usa esterco, ao invés disso, usava-se a queima de carvão. Algumas fontes indicam que a estrutura cristalina formada pelo processo é diferente da estrutura formada pelo velho método (Branco de Chumbo clássico), causando uma certa diferença no produto final. Algumas fontes, como Gettens e Stout, consideram-o mais branco, denso e cristalino do que o Branco de Chumbo comum. Apesar do Cremnitz White verdadeiro ser produzido com o calor de carvão em brasa, e das fábricas dessas cidades terem sido desativadas no começo do séc. 19, por conta da fama que o verdadeiro Cremnitz White ganhou, muitos fabricantes hoje usam seu nome para seu Branco de Chumbo, independente do processo pelo qual ele foi produzido. O Cremnitz White, como toda tinta com traços de chumbo, é venenoso.

Marcas que usam o nome Cremnitz White e suas composições:

  • Michael Harding´s (#01) - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça. 
  • Michael Harding´s (#02) - Carbonato de Chumbo (PW1) e Óleo de Nozes. 
  • Old Holland - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça prensada a frio.
  • Winsor & Newton - Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Óleo de Papoula. 

Cremnitz White da Michael Harding´s


PW4 - Branco de Zinco (Zinc White)
O Zinco é um mineral conhecido há tempos remotos, e muito usado desde quando o homem começou a produzir o latão (liga de zinco e cobre). Em 1782, o Óxido de Zinco começou a ser usado como um substituto do Branco de Chumbo, mas há uma diferença grande entre os dois, pois o pigmento é o branco mais transparente que existe. O Branco de Zinco é melhor para veladuras e para criar efeitos de transparência do que para ser usado como um pigmento de cobertura. Recentemente, pesquisas mostraram que é um pigmento quebradiço, formando uma película que tende a rachar com mais facilidade do que outros brancos. Películas formadas por Óxido de Zinco e óleos secantes com baixa concentração de ácido linolênico, como o óleo de nozes ou papoula, são extremamente quebradiças. Para dar estabilidade ao pigmento, recomenda-se que ele seja misturado a outros brancos, como o Branco de Chumbo e o Branco de Titâneo, e nunca usado sozinho. O Branco de Zinco não é um pigmento venenoso, tem excelente permanência e tende a apresentar temperatura mais fria de todos os brancos quando usado em veladuras. A maioria das marcas nacionais e estrangeiras possuem o Branco de Zinco disponível.

Branco de Zinco da Old Holland

PW1/PW4 - Flake White
Embora esse nome também seja usado para comercializar o Branco de Chumbo, ele também foi usado para descrever uma receita em especial que consistia numa simples mistura de Branco de Zinco e Carbonato de Chumbo. Certamente, quando o artista dispoem de ambos os pigmentos em tubos separados, ele poderá produzir essa variação em sua paleta, misturando ambos com uma espátula. As empresas que produziam esse branco o faziam com o objetivo de baratear o custo da fatura de um Branco de Chumbo (menos carbonato de chumbo, mais zinco). Outras empresas faziam a mistura pois pretendiam oferecer um branco mais frio ou neutro do que o Branco de Chumbo tradicional. Algumas antigas marcas de Branco de Chumbo eram chamadas de Flake White, pois o carbonato de chumbo tende a descascar em flocos (flakes) das placas quando produzidos, daí o nome da tinta. Com o tempo, a mistura do branco de zinco ao carbonato de chumbo tornou-se a formula padrão das tintas que levam o nome de Flake White. De qualquer forma, apesar de ser um Branco de Chumbo "adulterado", hoje, o nome também é usado para a comercialização do Branco de Chumbo clássico sem o Zinco. Portanto, preste atenção. Há disponíveis vários tipos de Flake Whites. Alguns levam somente carbonato, outros levam carbonato e Branco de Zinco, outros levam Sulfato de Chumbo. Algumas empresas não divulgam qual os componentes de suas tintas, e a maioria dos Brancos de Chumbo de hoje (não necessariamente com o nome Flake White) possuem uma parcela de Branco de Zinco.

Marcas que usam o nome Flake White e suas composições:

  • Michael Harding´s - Carbonato de Chumbo (PW1) e Óleo de Nozes. 
  • Michael Harding´s (#01) - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
  • Blockx - Carbonato de Chumbo (PW1) e Óleo de Papoula.
  • Daler-Rowney - Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Óleo de Cártamo.
  • Gamblin (Replacement) - Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
  • Grumbacher - Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
  • Lefranc & Bourgeois (Flake White Hue) - Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Cártamo.
  • Old Holland - Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Linhaça prensado a frio.
  • Vasari - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
  • Williamsburg - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
  • Winsor & Newton - (No. 1) - Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
  • Winsor & Newton - (Hue) - Titâneo (PW6) e Linhaça.


Flake White artesanal da Williamsburg




PW2, PW2/PW4 ou PW1 - Flemish White
Mais uma vez, esse é um outro nome para o Branco de Chumbo, mas durante algum tempo, o nome Flemish White foi usado para um branco a base de Sulfato de Chumbo, Óxido de Zinco e em outros casos, Magnésia, embora uma ou outra marca use somente o Sulfato. A vantagem entre o Carbonato e o Sulfato de Chumbo é que ele não é tão sensivel a poluentes e ao sulfeto de hidrogênio, mas demora mais a secar, tem menor poder de cobertura e é menos elástico, sem a mesma personalidade do original. Durante muito tempo, essa mesma receita foi chamada de "Branco de Chumbo Atóxico",o que certamente atraía pintores preocupados com sua saúde, e esse fato tornou-o muito popular. Mas o Sulfato de Chumbo também é venenoso se ingerido em excesso, apesar de ser menos nocivo do que o Carbonato de Chumbo. Uma das únicas empresas que ainda produz o Flemish White com base em Sulfato de Chumbo, é a Studio Products/Cennini e a Natural Pigments, a maioria das outras empresas que usam o nome produzem na verdade um Branco de Chumbo (Lead White) clássico.

Marcas que usam o nome Flemish White e suas composições:

  • Studio Products/Cennini - Sulfato de Chumbo (PW2) e Linhaça.
  • Occhuzzie - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça. 
  • Blue Ridge - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
  • Natural Pigments - Sulfato de Chumbo(PW2) e Linhaça.
  • Robert Doak - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça. 
  • Utrecht - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.


Flemish da Utrecht


PW6 - Branco de Titâneo 
(Bianco di Titaneo; Titanium White)
Devido ao alto risco de envenenamento dos trabalhadores das fábricas de branco de chumbo, um substituto verdadeiramente atóxico do pigmento começou a se mostrar necessário. Em 1821, o Díóxido de Titâneo começou a ser testado como seu substituto moderno. Por volta de 1916, ele já começava a despontar como o pigmento branco mais polivalente da história, e hoje de fato, tornou-se o pigmento "padrão" para a cor branca para todos os tipos de tintas. Com poderosa cobertura, atóxico e de preço econômico, o Branco de Titâneo é um branco polivalente e pode prestar praticamente qualquer tipo de serviço na pintura a óleo, apesar de não ter a mesma temperatura e personalidade de corpo do Branco de Chumbo. De secagem moderada para lenta (dependendo da quantidade de óleo usada), é ideal para áreas da pintura onde necessitamos forte cobertura de branco, sendo mais poderoso em opacidade do que o Branco de Chumbo. Seca formando uma película duradoura, porém um pouco esponjosa, possui grau de permanência excepcional, não é venenoso e costuma ter temperatura de cor neutra ou levemente fria. Hoje em dia, 90% das empresas de tintas adicionam uma pequena porcentagem de óxido de zinco ao óxido de titâneo, portanto, todo Branco de Titâneo é na verdade um PW6/PW4, embora a quantidade de zinco seja ínfima. A maioria das marcas nacionais e estrangeiras possuem o Branco de Zinco disponível.

Branco de Titâneo da Lukas

PW4/PW6 - Branco de Prata 
(Transparent White, Mixed White, Silver White)
A Lefranc, Blockx e a Holbein são as únicas empresas que produzem um Branco de Chumbo com o nome Silver White. O restante das empresas, como a Corfix no Brasil, e outras marcas estrangeiras, possuem em sua paleta um Silver White que é uma mistura de Branco de Zinco com Branco de Titâneo. A Corfix chama essa tinta de Branco de Prata, e a Talens (Rembrandt) de "Transparent White". Não vejo muita vantagem da inclusão dessa cor em qualquer paleta, e a mesma tinta pode ser feita pelo artista ao misturar esses pigmentos separadamente. Apesar de não existirem muitos relatos sobre problemas com o Branco de Titâneo puro, há uma teoria entre os artistas de que a combinação do Branco de Zinco com o Branco de Titâneo é perfeita, pois eles complementam-se. O Branco de Titâneo é esponjoso e elástico, o Branco de Zinco é duro e quebradiço. Os pigmentos juntos dão uma combinação estável e balançeada. No entanto, é somente uma teoria, e nunca li nenhuma fonte que relate problemas com o Branco de Titâneo, embora a deficiência do Branco de Zinco seja bem conhecida. Em todo caso, a combinação do Branco de Prata teria a vantagem de "neutralizar" a deficiência de ambos.

Marcas que usam o nome Silver, Transparent ou Mixed White e suas composições:

  • Willamsburg (Silver) - Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
  • Corfix (Prata) - Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
  • Winsor & Newton (Transparent) - Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
  • Talens Rembrandt (Transparent) - Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
  • Holbein (Silver) - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
  • Lefranc (Silver) - Carbonato de Chumbo (PW1) e Cártamo.
  • Blockx (Mixed) - Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Linhaça.

Silver White da Holbein


PW4/PW6 - Foundation White 
(Quick Drying White)
Apesar do nome Foundation White ter sido usado por algumas empresas para comercializar o Branco de Chumbo, atualmente é um nome usado para descrever brancos com secagem rápida. O nome Foundation (fundação) é uma alusão ao uso desse branco como base para telas ou para o underpainting, pois a secagem rápida é ideal para as "fundações" da pintura. É possível encontrar diversos componentes diferentes para esse nome de branco, mas atualmente, os brancos a base de resinas alquídicas parecem ser os mais abundantes no mercado.

Marcas que usam o nome Foundation, Underpainting ou Quick Dry White e suas composições:

  • Holbein (Foundation White) - Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
  • Holbein (Quick Drying White) - Titâneo (PW6)/ Carbonato de Cálcio e Resina Alquídica.
  • Gamblin (Quick Dry White) - Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Resina Alquídica.
  • Grumbacher (Underpainting White) - Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Resina Alquídica.
  • Michael Harding´s (Foundation White) - Chumbo (PW1)/ Titâneo (PW6) e Linhaça.
  • Winsor & Newton (Foundation White) - Chumbo (PW1)/ Zinco (PW6) e Linhaça.


Foundation White da Winsor & Newton


A tinta branca a óleo talvez seja uma das cores com maior diferença de nomes e formulas de marca para marca. Os nomes e formulas apresentados aqui compreendem os mais conhecidos e usados, mas existem outros no mercado, assim como outras formulas e nomes diferentes foram usados no passado e que hoje não são mais usados. Para evitar qualquer confusão, sugiro que o artista compreenda o comportamento de cada substância contida nos brancos, e procure pelas informações de formulação da tinta contida nos rótulos. Caso não haja nenhuma informação no rótulo, entre em contato com a empresa por e-mail.


BIBLIOGRAFIA
MAYER; Ralph; Manual do Artista; Martins Fontes; 1950; 1957 e 1970.
MOTTA, Edson; SALGADO, Maria; Iniciação a Pintura; Editora Nova Fronteira; 1976.
DOERNER; Max; The Materials of the Artist and Their Use in Painting; 1921.
EASTLAKE; Sir Charles Lock; Methods and Materials of Painting of the Great Schools and Masters; Dover; 1847.
LAURIE; A.P.; The Painter´s Method´s and Materials; Dover; 1967.
AMIEN; Art Materials Information and Education Center; 2011.
Website da Natural Pigments, 2011.

46 comentários:

  1. O que seria um tema banal nas mãos de muitos, torna-se matéria de destaque quando se deseja falar sério sobre ela. Parabéns e obrigado por me confirmar a escolha pelo Titánio há tempos.

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  2. Olá José, na verdade, um artigo decente MESMO sobre brancos, não seria um artigo, mas daria um pequeno livro. É mais complexo do que se imagina, mas meu curto artigo dá cabo dos conhecimentos básicos que um pintor deve ter. Gostaria de ter escrito mais e ter mais tempo para uma pesquisa mais apurada, mas meu tempo anda curto! De qualquer forma, fico contente que tenha gostado, e agradeço seu elogio! Um abração!

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  3. Interessante, acabei de descobrir que eu ERA um completo ignorante em relação as este pigmento..rs
    Cara meu queixo caiu, quando estava na metade do artigo...rs
    Varias "crenças" que eu tinha, e que me foram passadas, foram por água a baixo. E esta é a primeira vez que não tenho todas as tintas pra testar tudo que você vai falando e exemplificando, mas foi muito claro, adorei o post, li em poucos minutos e compreendi sem precisar reler.

    Estou estarrecido, mas acima de tudo agradecido!

    Grande Abraço Marcio! Amei Esta postagem cara!

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  4. Poxa Júlio, que legal! Existem mais informações do que nesse artigo, mas voce terá que procurar mais nos livros sobre o assunto, mas o básico, é isso aí. Experimentar o Branco de Chumbo é essencial, mais do que um pigmento histórico, é um pigmento sem paralelos, principalmente pra quem pinta alla prima ou pra quem usa empastos. Abração Julio! Obrigado por tudo!

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  5. interessante: sempre tentei encontrar o verdadeiro branco de chumbo e sempre me senti tentando conseguir algo ilegal, proibido, rsrs. posso dizer que, infelizmente, nunca tive o prazer de usá-lo. se o titâneo o substitui com vantagens, continuo frustrado, mas um pouco menos. a minha frustração apenas se transferiu agora para o fato de também nunca encontrar um branco titâneo puro! seria também mais um sonho nunca realizável, rsrs?
    paulo de carvalho

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  6. Olá Paulo! Na verdade em termos de cobertura, ou poder de cobrir uma área de modo opaco, o Titâneo é mais forte, nesse quesito, o Titâneo é melhor, assim como na própria cor, ele é mais branco do que o Branco de Chumbo (que é levemente mais amarelado). No entanto, o Branco de Chumbo tem um comportamento de corpo muito diferente. As texturas que se obtem com esse pigmento não são obtidas com nenhum outro. Portanto, o Branco de Titâneo "substituiu" o Branco de Chumbo por motivos comerciais... por causa da sua natureza atóxica. Devemos lembrar que a indústria é quem dita as regras, e não os artistas, portanto, uma "substituição" nem sempre quer dizer o melhor para o pintor. Para quem não pinta com empastos não é uma perda grande, mas quem recorre a texturas para pintar, com certeza irá preferir o Branco de Chumbo, como algo insusbtituível. Não costumo trabalhar com texturas, mas gosto por exemplo, da temperatura do Branco de Chumbo. O Titâneo é muito frio perto dele.

    Quanto a pureza do Titâneo, não se preocupe. A maioria das marcas adiciona um POUCO de Zinco, e essa quantia não faz muita diferença, pois não altera seu poder de cobertura, temperatura ou reologia. Faça um teste. Compre o pigmento dióxido de Titâneo separado, e misture bem com uma espátula, sempre colocando pouco óleo. Voce notará que sua tinta artesanal tem um pouco mais de cobertura e é pouco mais quente do que os tubos industriais que levam pouca carga de Zinco. Não é algo preocupante. É claro, devemos lembrar que cada empresa muda sua "receita", e certamente voce irá encontrar marcas que mudam a proporção Titâneo/Zinco, resultando em produtos levemente diferentes. Abraço!

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  7. Paulo, a loja Pintar! tem disponível a linha Georgian da Daler-Rowney com a cor Flake White, que segundo o fabricante é Carbonato de Chumbo (PW1) mais Zinco (PW4), dispersado em Óleo de Cártamo. Não sei onde voce mora, mas se não for em São Paulo, acho que eles entregam via correio. Um tubo de 37 ml sai por R$ 20,20. Nunca usei o Flake White da Georgian, e não sei qual a proporção de Carbonato/Zinco que eles usam, é questão de comprar um tubo e testá-lo.

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  8. oi, marcio! estranho você dizer que o titâneo cobre melhor uma superfície que o branco de chumbo. sempre imaginei o contrário. por indicação sua (num de seus posts) percebi claramente a transparência e frieza do zinco e achei-lhe uso adequado. agradeço por isso. mas isto agora me deixou frustrado, talvez possa dizer. não uso empastos, então o melhor seria mesmo manter o titâneo. mas vou seguir seu conselho e adquirir um flake que você me indica. sou de petrópolis (rj) e como não tenho viagem programada a são paulo a solução via correio é a melhor. raramente uso, aliás, acho que nunca na vida usei o branco puro, rsrs. uso sempre um tom de amarelo para aquecê-lo, talvez resolva a relativa frieza do titâneo. ao menos quebra o galho, pois não? você saberia dizer por que sempre o zinco entra na composição dos outros brancos? por que não deixam por nossa conta? outra coisa: não sabia da secagem mais rápida do chumbo. para isto sempre acrescento um pouquinho de secante no meu titâneo. resolve a parada... bom, volto ao trabalho senão me tornarei teórico da pintura e não pintor. mas estas conversas são muito ricas. até hoje não encontrei alguém mais dedicado a elas que você. abração. paulo

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  9. Paulo, o Branco de Chumbo é praticamente semi-transparente, ou semi-opaco. Na verdade, um pouco mais opaco do que transparente, mas se for usá-lo de modo muito fino, ou seja, espalhando-o bem sobre o suporte, notará que tende a transparecer de modo até relativamente fácil. Portanto, ele é bem polivalente nesse sentido. Se fizer o mesmo com o Titâneo, verá que ele é mais opaco, cobre de maneira melhor. Mas isso não quer dizer que a diferença seja muito berrante. Há como fazer transparências com o Titâneo por exemplo, mas o trabalho ficará muito mais fácil se usar o Branco de Chumbo, no caso da transparência, e mais fácil ainda se usar o Branco de Zinco. O que quero dizer é que as diferenças NÃO são colossais, mas certamente existem. Ambos tem boa cobertura, mas o Titâneo é mais opaco, sem dúvida.

    Se voce não trabalha com empastes e detalhes de texturas, o mais interessante do Branco de Chumbo é a secagem mais rápida do que o Titâneo, e sua temperatura, que é mais quente. Eu realmente acredito que vale a pena experimentar, mas, manter o Titâneo na paleta é fundamental. Principalmente para quando se quer cobrir uma área de branco total sem muito esforço.

    Sua solução e aquecer o Titâneo com um amarelo quente é boa. O Zinco entra na composição para balancear os pigmentos, compensar a "porosidade" excessiva do Titâneo, em alguns casos baratear o custo e para conseguir a mesma pastosidade entre todas as cores. O Branco de Titâneo sozinho, ou seja, puro, costuma ficar muito denso. Para não ter que colocar mais óleo, tornando a tinta excessivamente oleosa, os fabricantes recorrem a espessantes e "fillers", mas para não prejudicar o poder de cobertura (pois os espessantes e fillers não tem poder de cobertura), no caso do Titâneo, adiciona-se o Zinco. Há sempre a preocupação do fabricante de manter todas as cores com a mesma consistência. Isso ajuda a manter um padrão e também ajuda no processo de entubagem da tinta. Abraço Paulo!

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  10. O Bom de acompanhar os comentários do seu blog é que neles há tanta informação quanto no post,rs
    Um abraço meu amigo!
    Leonardo

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  11. Léo, a idéia é essa mesmo. Gostaria que a área de comentários do Blog fosse mais customizável. Um abração!

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  12. PERFEITO E ESCLARECEDOR.
    Parabéns Marcio!

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  13. Carlo Rizzotti RS22 de junho de 2011 22:05

    Não entendia nada de brancos. Para mim, as diferenças eram na secagem somente. Pedirei um tubo do Branco de Chumbo na Pintar, conforme me recomendou via e-mail. Gostaria de dizer que ler seu Blog já se tornou parte muito agradável do meu dia a dia. Gostaria que pudesse fazer mais posts! Diariamente seria magnífico! Um abraço!

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  14. Olá Carlo!
    Também adoraria escrever diariamente, mas infelizmente, também preciso cuidar de outras obrigações e continuar minha pesquisa. Não esqueça que a W&N também disponibiliza Branco de Chumbo, na Casa do Artista, são duas opções (Pintar e Casa do Artista) pelas quais pode escolher. A Sennelier também comercializava (pela Casa do Artista) o Branco de Chumbo, mas somente o pigmento (em pó). Abraço Carlo!

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  15. Olá Marcio, descobri seu site faz pouco tempo, estou seriamente PERPLEXO com a qualidade ímpar do material aqui publicado, tenho procurando intensamente referencias em livros e mesmo em sites, ainda não encontrei nada em portugues que chegue perto da qualidade que vc oferece. Meus sinceros parabéns!!
    Voltei a desenhar faz um ano, e tenho a pretensão de começar a pintar, embora nunca tenha feito nada do tipo antes... aqui tem alguns dos desenhos que tenho feito ultimamente http://www.facebook.com/media/set/?set=a.143013922380961.27154.100000170637495&type=3 caso vc tenha facebook e puder me adicionar ficarei muito grato por estar mais próx. de alguém com tanto conhecimento.
    Agora vou continuar aqui, lendo mais e falando menos! rss Abraços! Bruno

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  16. Olá Bruno! Agradeço demais por sua palavras meu amigo! Muito bom que esteja tentando começar a pintar, fico contente. Vou adicioná-lo no FB. Seja bem vindo a Cozinha! Um abração!

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  17. Olá Márcio, obrigado por me adicionar, te mandei uma msg por lá tbm. Divulgarei para amigos da área o blog, espero contribuir para o crescimento de vcs!

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  18. Olá Bruno! Obrigado pela força. Nota-se de longe o quão nfluenciado por Crumb voce é. Trabalhos fenomenais. Quero ver a tela do lobo pronta, que desafio! Um abração, e é uma honra tê-lo aqui!

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  19. Muito útil! Agora comprarei meus brancos com mais consciência... rs
    Gostaria de ver um post similar, mas tratando dos pretos também...

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  20. Oi Renato! Farei um post sobre pretos. Mas já existe alguma informação no artigo "pigmentos I: antiguidade". Enquanto o novo artigo não sai, esse pode lhe ser útil! Um abração!

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  21. Olá! Como todas as dúvidas que tenho são sanadas aqui! Vou para mais uma pergunta! rs

    Qual a diferença de comprar o pigmento do branco de titâneo de um fabricante qualquer de material artístico e comprar em uma empresa de produtos químicos o próprio dióxido de titâneo puro?
    Em diversas receitas para se fazer tina a óleo, pastel entre outras coisas, vc encontra em lojas de produtos químicos.

    Eu desenho desde pequeno, e alguns anos depois fiz meus cursos de desenho no Senac, e por sorte minha tive professores maravilhosos.

    Aprendi a usar vários materias, mas eu sempre tive aquela coisa de saber como era antigamente ou simplesmente querer produzir em casa para meu próprio uso. Coisa meio fantasiosa, mas era mais ou menos assim. Quero usar o mesmo branco ou azul que o pintor tal usava naquela época. Era como se eu estivesse voltando no passado. Eu me sinto bem com isso. Mas, mais do que isso é a aventura de estar fabricando algo como era a 200 anos atrás ou mais. Então quando meto na cabeça que tenho que fazer a tinta tal pelo processo antigo. Começo a revirar a internet atrás de como, os ingredientes usados e como arranjá-los. Coisa de maluco. Mas caio de cabeça mesmo. Atualmente tenho me voltado para a fabricação de giz pastel seco. E vou te falar! Material em portugues é praticamente ZERO. Só aparece pastel de carne, frango.

    Minha alternativa foi passar a procurar em inglês e outras liguas.

    Estou com um material muito bom agora!
    Mas tem alguns ingredientes que são complicados de arrumar!

    Desculpe falar tanto e de outra coisa que não seja óleo.

    Mas adoro falar dessas coisas.

    Então! Minha pergunta é! Se posso comprar algum ingrediente nessas lojas? Se são diferentes?

    Pq dióxido de titâneo, pra mim é uma coisa só!
    E na loja de produtos químicos é absurdamente barato. Comprei um saco de 1k para tentar fazer algo.

    Não testei ainda, mas gostaria de sua opinião.
    Até mesmo para óxido de zinco entre outros.

    Muito obrigado!

    Att.

    Luciano Carvalho

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  22. Luciano, teoricamente, dióxido de titâneo não muda a composição química, portanto, se voce encontrá-lo em uma casa de material artístico ou em uma casa de produtos químicos, eles DEVERIAM ser o mesmos.

    Portanto, respondendo objetivamente a sua pergunta, sim, é a mesma coisa. Mas tenha certeza de que é dióxido de titâneo PURO, e que nã há nenhuma mistura com materiais mais baratos.

    Abraço!

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  23. Falei muito né? rs
    Foi mal!

    Acho que só fazendo uma análise química né!
    Mas creio que como vem de uma loja de produtos químicos, acho que não deve ser adulterado, pois deve vender pra empresas que possam usar no laboratório! Daria problema se não fosse puro!

    Mas hoje em dia nunca se sabe!

    Obrigado meu amigo! E desculpe o testamento que fiz antes! É que não tenho ninguém pra falar sobre pintura, e quando tenho a oportunidade acabo falando muito!

    Muito obrigado novamente!

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  24. Imagine Luciano, não tem problema algum. Não acredito que haja por aí gente que misture outros pós mais baratos com pigmento. Mas preste atenção na marca do produto.

    A Dupont faz um excelente dióxido de titâneo, enquanto os chineses são quase sempre de qualidade inferior (e mais barato). Abraço!

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  25. Sabe me dizer se o óxido de ferro nas três cores: vermelho, amarelo e preto são bons? Existe tintas derivadas dele?

    Estou tentando aproveitar o máximo o que posso comprar mais barato!

    Obrigado

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  26. Todos possuem boa permanência. Abraço!

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  27. Oi Marcio, boa noite.
    Já li seu blog de ponta a ponta e sempre me pego lendo de novo. Seu blog parece cachaça como diz o dito popular ainda que eu não beba nem um gole. Enfim. Curto muito trabalhar com o branco de prata, sinto que ele é super consistente e me permite uma pegada forte e"grossa" na pintura e noto que os outros brancos não consigo isso. É uma impressão minha ou uma falta de prática neste conhecimento? Um forte abraço!!!

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  28. Olá Celso!!! rsrsrsrs... fico contente com a analogia alcóolica! Interessante que voce sinta mais consistência ou força no Branco de Prata. Ele é uma mistura de branco de titâneo com branco de zinco, portanto, não é nem transparente nem opaco, mas semi-transparente ou semi-opaco. Acredito que voce tenha se habituado a usar a cor e dê preferência a ela pela experiência que adquiriu, intimidade. Um grande abraço Celso, e obrigado por escrever!!!

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  29. ola amigos da cozinha da pintura, falando em brancos o que seria translucent white da mussini pra que serve, tenho curiosidade de saber pois seu preço é muito salgado perto do branco de titanio, que sempre uso para quase todas as misturas com brancos,desculpe incomodar grande abraço.

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  30. Olá Anônimo! O Translucent White da Mussini é uma mistura de Dióxido de Titânio e Branco de Zinco. É um branco semi-transparente sem nenhuma propriedade especial. É o que outras marcas as vezes chamam de Branco de Prata, como por exemplo, a Corfix. O preço elevado da Mussini é comum para TODAS as cores, principalmente nos habituais cádmios, cobaltos, etc. O Translucent White faz parte das cores com preço mais baixo dessa linha (Grupo 1). Grande abraço!

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  31. Olá. Vocês fazem um ótimo trabalho aqui. É um conteúdo muito rico, superior até aos sites estrangeiros que costumo visitar, ainda mais devido a disponibilidade.
    Só uma dúvida. Ainda é possível adquirir branco de chumbo (flake white/cremnitz white/flemish white) no Brasil? Procurei bastante e simplemente não achei. As grandes lojas estrangeiras não costumam enviar produtos tóxicos em envios internacionais. Há a possibilidade de se comprar pelo Ebay, mas haveria algum problema com a proibição de importação de produtos tóxicos? Agradeço desde já. Abraços.

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  32. olá Marcio, há pouco tempo vi uma reportagem na tv escola sobre um pintor ao qual não lembro mais o nome, suas obras citadas na reportagem foram pintadas nas décadas de 1960 e 1970 período em que faleceu se lembro bem,pintava muitos rostos com grandes empastos e nas áreas de luzes tinha muito branco um tom luminoso, disseram na reportagem que a luz talvez fosse por que fazia uso do branco de chumbo, o branco de chumbo tem mais luz que o branco de titanio ou é só impressão?uma dúvida minha e que talvez seja também de outros leitores eu procurei por foundation white há tempos atrás na casa do artista e não encontrei, só agora pude perceber o numero de série da foto ilustrativa no seu post, e vi que na casa do artista tem uma tinta com nome underpainting white e número 674 é este mesmo o foundation white da WeN? desde já grato grande abraço. jose carlos

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  33. olá amigos, vendo uns comentários acima sobre o branco de titanio puro, o branco da lukas 1862 segundo a empresa é claro é monopigmentado com apenas pw6 cabe a gente acreditar.grande abraço.

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  34. por que as tintas a base de carbonato de chumbo no brasil não são vendidas nas lojas virtuais? as mesmas são encontradas em lojas virtuais europeias e podem ser adquiridas normalmente como qualquer outra tinta.jose carlos grande abraço.

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  35. Olá anônimo. Na verdade, não se trata de uma proibição mas de vários outros problemas: 1. Muitas vezes o lojista não atualiza o site, o que ele possui na loja não está indicado online. 2. O lojista, estoquista ou funcionário ou desconheçe a tinta e indica online como Branco de Prata ou outro nome genérico que não indica a presença de chumbo. 3. A real falta do produto pois o mesmo é praticamente desconhecido pelo publico brasileiro. Recomendo que vá pessoalmente as lojas nacionais ou encomende em lojas online internacionais. Grande abraço!

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  36. Sim, ainda é possível encontrar nas lojas de São Paulo. A marca mais popular que ainda comercializa o produto é a linha Artist´s Oil da Winsor & Newton, o nome dascores que levam chumbo são: Flake White e Foundation White, nenhum outro branco dessa marca contem carbonato de chumbo, mesmo que faça alusão ao mesmo.

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  37. Olá Anônimo. Sobre a reportagem que assistiu: O branco de chumbo não é mais "branco" do que outros pigmentos, suas características mais marcantes são sua temperatura, que é mais "quente" do que todos os outros, tempo de secagem mais rápida e mobilidade ou propriedades de construir texturas muito diferente dos outros. Abraço!

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  38. boa tarde amigos da cozinha da pintura, o carbonato de chumbo desde a antiguidade é usado apenas como tinta a oleo artistica, ou ja foi utilizado em tintas a oleo de pintar paredes e outras coisas mais? abraços.

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  39. Olá anônimo! Usado para as mais diversas aplicações desde a antiguidade clássica. Até os anos 70 ainda era largamente usado na construção civil para acabamento de superfícies externas e internas de residências nos EUA. Abraço!

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  40. olá Marcio obrigado pelo post muito esclarecedor,eu adquiri o branco de chumbo da williamsburg e nunca havia trabalhado com ele, é uma tinta ótima muito bom para empastos e é um branco mais quente, mas eu andei pesquisando sobre o branco de chumbo em outros sites por causa do alto grau de toxicidade e achei algo sobre não misturar com pigmentos que contem ixofre como os ultramarinos enfim minha dúvida é a tinta pronta pode ser misturada com qualquer outra tinta? essa regra so vale para o pigmento em pó?grande abraço.

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  41. Não há muitos relatos de problemas com branco de chumbo aliados a outros pigmentos. Não é uma substância que costuma reagir com outros pigmentos, pelo contrário, a problemática mais constante está relacionada ao modo de fatura e traços de impureza durante a fatura do branco de chumbo. Onde encontrou essa informação?

    De qualquer forma, essa regra NÃO vale somente para o pigmento em pó, vale para as tintas, mas isso era um problema muito maior na antiguidade. A grande maioria dos pigmentos de hoje são sintéticos e totalmente familiares entre sí, raramente possuem agentes que provoquem reações. Abraço.

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  42. pra que serve a cor ( MIXED White ) ? quais os efeitos e beneficios? Grato

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  43. Olá Homero!

    De qual marca de tinta especificamente é o seu Mixed White? Dependendo da marca a composição pode ser diferente. No momento só me lembro do Mixed White da Blockx, não sei se é o caso. Algumas marcas de acrílica também possuem um branco com esse nome. Especifique a marca para que eu possa lhe ajudar. Grande abraço!

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  44. Olá,
    Qual seria a melhor opção para pintar com o branco os panos transparentes ou fumaças?Estou usando a linha van gogh e rembrandt. agradeço.
    Nelma

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  45. Olá Nelma. Use o Mixing White da Rembrandt. É uma mistura de titanio com zinco, portanto é semi-opaco (e não opaco como somente o titanio) e tambem não é somente zinco puro, o que é uma vantagem. Também há a opção de misturar 50% de titanio com 50% de zinco de outras marcas e usar a mistura. Abraços e bom ano novo!

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