segunda-feira, 11 de abril de 2011

Secantes para Pintura a Óleo

Quando a pintura começou a se tornar um forte veículo imagético, a ponto de se tornar um oficio bem remunerado, a têmpera constituia o meio mais comum usado entre os artistas. Embora a secagem rápida fosse uma vantagem para que as obras fossem finalizadas em tempo hábil, não era possível criar degradês ou passagens entre as cores que fossem suaves, pois o tempo de secagem não permitia trabalhar a tinta alcançando esse efeito. A popularização da tinta a óleo entre os profissionais, substituindo a tempera, aconteceu em função dessa necessidade. A mímese, observação e reprodução aguçada da realidade, começou a se tornar o objetivo da maioria dos artistas.

Secante de Courtrai - Charvin


Para alcançar esse objetivo, e tornar as pinturas realistas, era necessário que a tinta ficasse "aberta" por mais tempo, oferecendo tempo hábil para alcançar transições muito suaves além de poder cobrir gande parte de uma área, de modo lento e cauteloso, com o deslizar longo do pincel. Somente a tinta a óleo nos dá todas essas possibilidades. Portanto, trata-se da principal característica desse meio: a secagem lenta. Os artistas devem esperar isso do meio, pois lhe é natural e desejável, não é a toa que a pintura a óleo é conhecida como "o meio mais generoso da pintura", pois permite que possamos arrastar e modificar pinceladas que foram feitas há dias.

Mas quando duas variantes entram nessa equação, as coisas podem mudar de figura. Quando o artista comercializa uma obra, temos a pressão do prazo. Enquanto trabalha na construção da imagem, sente-se confortável com o fato de que a tinta permanece "aberta" por longo tempo, possibilitando as transições suaves e as correções, sem nenhuma pressa. Mas a partir do momento que finaliza sua pintura, sempre sonha com a possibilidade de que num passe de mágica a mesma estivesse completamente seca e pronta para ser envernizada, pois dessa maneira, poderia enviar a obra ao salão, ao galerista ou a seu comprador. Claro, se fosse assim, teríamos o melhor dos dois mundos. A segunda variante geralmente acontece com o uso da técnica indireta, através de camadas, quando o artista simplesmente não vê a hora que a última camada seque para que possa continuar sua pintura. A falta de paciência faz o artista desejar que o óleo seque mais rápido.

Em ambos os casos, o artista recorre a substâncias que encurtam o tempo de secagem ou aceleram a oxidação, substituindo a quantidade de óleo por outra substância ou ainda de alguma outra forma. Tudo na esperança de acelerar o processo artístico.

Porém, é um fato que a natureza do óleo é a secagem lenta, e recorrer a substâncias que acelerem a secagem é interferir num processo natural. Abusar dessas substâncias é ainda mais arriscado, pois é a inversão forçada da curva de secagem. Qual o sentido em usar um meio que tem como principal comportamento a secagem lenta e reprimir justamente essa característica? Por que não partir logo para o uso das têmperas (ovo, caseína e colas) de secagem rápida ou ainda a tinta acrílica, que oferecem naturalmente a secagem rápida? Também existem maneiras de retardar levemente a secagem desses meios, que de forma geral, podem ser menos prejudiciais a obra do que encurtar a secagem do óleo.

Possíveis Consequências
Prefiro sempre recomendar que o artista espere pacientemente pela secagem natural das tintas, ou que use a tempera ou acrílica como meio. Mas alguns artistas simplesmente não querem deixar de usar o óleo pela maneira suave e agradável com as quais se obtem as transições, mesmo almejando que a pintura fique totalmente seca num prazo de 24 horas ou menos. Nesse caso, os secantes são uma opção ao artista, no entanto, o uso abusivo de secantes pode apresentar amarelamento, craqueluras ou descolamento da película pictórica em curto ou longo prazo. 


O problema está no fato de que o secante não irá alterar as partículas de óleo fazendo com que as mesmas "curem" de um dia pra noite. A maioria dos secantes tem o poder de acelerar a oxidação das partículas de óleo que estão em contato com o ar, mas durante um bom tempo, o óleo continuará a oxidar. Sendo assim, a camada superficial de tinta endurece, e grande parte da mistura que está por baixo continua a oxidar em ritmo normal. É justamente nesse caso que se encontra o perigo do filme se mover e craquelar camadas posteriores de tinta, ou então, apresentar o "murchamento" do filme. Os secantes são mais indicados para pinturas lisas e "magras". No caso de obras com empaste, é sempre melhor ter paciência e esperar um tempo adicional, mesmo quando se usa secante.

Quantidade Aconselhada
É recomendável que se use somente algumas gotas desses materiais em sua porção de tinta, e nunca em proporções inteiras como 1:5 ou 1:10. O uso de secante deve ser sempre mínimo. Algumas gotas na maioria dos casos é suficiente. É surpreendente como a adição ínfima de secante pode surtir resultados consideráveis no tempo de secagem.

Vamos analisar algumas das opções mais populares encontradas no mercado:

Falsos Secantes
Carbonato de Cálcio
Apesar do carbonato de calcio não ser um secante no estrito senso da palavra, sua adição a tinta preenche parte da proporção de uma mistura que poderia ser óleo ou pigmento, parecendo encurtar o tempo de secagem. Isso pode dar a impressão de que se trata de uma substância que promove secagem mais rápida, agindo diretamente sobre outras substâncias, mas o caso é que na verdade ele "completa" a quantidade de outra substância que demora a secar, resultando na impressão de que é secativo. Como exemplo, imagine que temos dois frascos cheios de tinta a óleo. 

Velásquez Medium - Base
de Carbonato de Cálcio
- Rublev

Se retirarmos meia parte da tinta de um frasco e preenchermos com carbonato de cálcio, ao usarmos o conteúdo de ambos os frascos para pintarmos uma superfície, notaremos que o frasco com carbonato secará mais rápido. Isso não quer dizer que ele é um elemento secante, mas substitui uma porção que seca lento (óleo) por uma outra que seca rápido (carbonato). Na prática, ele age no tempo de secagem, mas de forma diferente dos secantes, portanto, deve ser analisado como um meio diferente que pode ajudar nesse sentido. Os materiais analisados abaixo funcionam da mesma maneira, configuram-se como "falsos secantes". Outros derivados de cálcio e calcite foram usados ao longo da história da pintura, sendo que um dos processos mais antigos compreende a adição de pó de ossos calcificados ao veículo (óleo de linhaça ou nozes), o princípio é basicamente o mesmo.

Sombra Queimada (Burnt Umber)
Conhecido por ser um dos pigmentos com menor tempo de secagem. É comum encontramos relatos de pintores que adicionam um pouco de Sombra Queimada a seu branco (Titâneo e Branco de Chumbo) para "encurtar" o tempo de secagem quando pretendem isolar suas telas ou painéis com uma camada de tinta óleo. O mesmo pode ser dito para algumas aplicações de Preto de Marfim, onde um pouco de Sombra queimada agiliza sua secagem. Essa regra pode funcionar com outros pigmentos de secagem rápida,  podendo "ajudar" na secagem de pigmentos de secagem mais lenta. É claro que a mudança de cor deve ser considerada.

Resinas Naturais
Todas as resinas naturais, como o Damar, Mastíque ou o Copal, para citar as mais populares, endurecem rapidamente em contato com o ar. Já discutimos em outro post o problema das resinas, e é sempre recomendável que o artista que deseja fazer uso desse material use-o com moderação. Uma das principais características das resinas, além de "encurtar" a secagem, é sua propriedade de se tornar grudenta em pouco tempo, dando certa resistência as pinceladas.

Óleo de Sol
O óleo de sol possui secagem consideravelmente mais ágil do que o óleo alkalí quando usado em finas camadas. Nesse caso, o óleo passa em seu processo de fatura por uma pré-oxidação, gerarndo películas de pintura que secam em velocidade maior do que as tintas industriais que levam óleo alkalí. Novamente, não se trata de um material com propriedades secantes, mas seca de forma mais rápida agindo de forma diferente na película. O uso em abundância desse óleo pode ter o efeito inverso, a demora excessiva na secagem. É importante que o artista não confunda o óleo de sol com o óleo stand, pois passam por processos diferentes e oferecem comportamentos um tanto distintos.

Óleo de Sol - Alchemist



Secantes
Agente Metálico - Cobalto
O secante mais popular em todo o mundo é um derivado de metal, o cobalto. De ação poderosa, pode encurtar dramaticamente o tempo de secagem da tinta a óleo. O grande problema do secante é que sua ação é tão poderosa que quando usado em demasia, costuma rachar filmes finos, e enrugar empastes. O cobalto age na oxidação por intermédio do ar. Dessa maneira, a parte da tinta superficial, que está em contato direto com o ar, seca mais rápido do que a parte interna do montante de tinta, que permanece macio. Uma ou duas gotas em sua porção de tinta, misturadas com uma espátula de pintura, são o bastante para encurtar a secagem. Uma outra característica do Cobalto é deixar a tinta extremamente grudenta num curto espaço de tempo, principalmente em camadas finas.

Secante de Cobalto

Agente Metálico - Chumbo
Assim como o pó de ossos calcificados, os agentes metálicos derivados do chumbo também são secantes muito antigos. O carbonato de chumbo, assim como o óxido de chumbo e outros derivados do Pb que apresentam basicamente a mesma estrutura química foram usados durante muitos séculos como adições ao óleo para promover secagem mais rápida. Seu uso deixou de ser popular devida a sua natureza venenosa. No entanto, o perigo reside quando o pó é inalado em grande quantidade, ou quando em contato com a corrente sanguínea. Quando usado com bom senso, não apresenta perigo. De qualquer forma, a indústria deixou de usá-lo.
Pode ser encontrado em forma líquida (Lead Naphthenate) para ser usado puro, misturado a tinta, ou como um componente de medium um medium "pronto", como no caso do óleo negro ou do Medium Maroger. 

Base de Carbonato de Chumbo - Vasari

Maroger Medium

O chumbo sempre teve fama de ser um secante que promove a secagem de forma diferente, de "dentro pra fora". Dessa maneira, a película de tinta seca primeiro em sua parte interna. O uso de um secante como esse, "interno", aliado a um secante "externo", seria a forma mais formidável de promover a secagem através de substâncias secativas, pois assim, o filme secaria "por inteiro", e não por estágios, como acontece com o cobalto. No entanto, um estudo recente da MOLART, concluiu que nem todas as formas de processamento dessas substâncias resultam em matéria que promove a secagem de maneira plena, sendo necessário a presença de certas inpurezas no carbonato ou no litargírio para que isso aconteça. O artigo recomenda o cobalto como um substituto mais efetivo. A discussão de sua efetividade é complexa e extremamente interessante, mereceria um post exclusivo sobre o assunto.

Agente Metálico - Manganês
Com menor poder secativo do que o cobalto, o manganês é usado a muito tempo na industria de materiais artísticos, mas não disponível em sua forma líquida e pura para o consumidor final. É mais usado pela indústria misturado em secantes compostos, como os apresentados abaixo. Substitui o cobalto ou o octoato em certas receitas, tendo praticamente a mesma função.

Medium Secante - Secante de Courtrai
Esse "medium" é uma combinação básica de Octoato de Zirconium (outro agente metálico) e Cálcio. Teoricamente, ajuda na secagem interna do filme de pintura, ao contrário dos outros secantes, que costumam secar de "fora pra dentro". Meus experimentos não ofereceram resultados expressivos, no entanto, a combinação dessa substância com o auxílio de um secante superficial (cobalto) resultou numa secagem mais satisfatória, ou "por inteiro": tanto no núcleo do filme quanto em sua superfície. Recomendo portanto seu uso aliado ao cobalto, apenas algumas gotas. Produto popular nos EUA, incrivelmente desconhecido no Brasil, mesmo com o fato de estar disponível em uma versão nacional, da Corfix.


Courtrai da Corfix

Medium Secante - Secante de Haarlem
Encontrado com inúmeras variantes de receitas, esse "medium" é invariavelmente a base de alguma resina natural, geralmente o Copal, as vezes o Mastíque, e em alguns casos com a adição de outras susbtâncias como os agentes metálicos. A receita original, criada por um francês, seria para o criador do produto o "medium dos mestres holandeses". O medium foi muito popular principalmente na europa do começo do século, e embora as variações entre as receitas fossem constantes, levavam o mesmo nome. Apesar do nome sugestivo é uma concatenação comum de alguns elementos clássicos da pintura, como os agentes metálicos somados a resinas naturais e um solvente. É algo que qualquer pintor experiente pode fazer em seu ateliê. Qualquer medium com alguma resina e um agente metálico pode gerar as mesmas propriedades. Pessoalmente, penso que o Courtrai seja mais seguro e efetivo do que esse medium. Há ainda outros "mediums" que levam o nome "secante", como o Flemish Siccative Medium da Le Franc, tratando-se, assim como a Haarlem, de um medium com agentes metálicos e resinas.

Secante de Haarlem - Schmincke


Mediums Secantes com Resina Alquídica (Alkyd)
Resina industrial que é uma versão do polyester basicamente modificada pela adição de ácidos graxos, óleo de soja (ou linhaça), agentes metálicos e álcool. Existem inúmeros meios industriais de produção da resina alquídica, resultando em produtos que oferecem comportamentos muito similares mas com certas diferenças em nível de estrutura química. Especula-se que confere mais elasticidade a película de pintura do que o uso exclusivo de óleo de linhaça ou outro óleo vegetal, mas artigos científicos que provem essa especulação ainda terão de ser publicados mostrando resultados práticos e documentados. Seu uso em moderação (20% na porção de tinta) é recomendado. 



"Gel" Secante - Acrilex:
Alquídico

De todos os produtos que levam resina alquídica, a família de mediums da Winsor & Newton que leva o nome de Liquin é o mais usado em todo o mundo. É possível encontrar o Liquin em sua versão polivalente, para todos os tipos de pintura (Liquin Original), uma versão para pinturas empastadas (Liquin Impasto) e uma outra versão para pinturas que exigem detalhes delicados com o uso de pincéis finos (Liquin Fine Detail). A Gamblin também oferece uma versão de medium alquídico em várias consistências, dentre eles o Galkyd Lite, muito usado por pintores de paisagem nos EUA. Quase todos os outros fabricantes de produtos artísticos investiram em suas versões de alquídicos, como a Acrilex no Brasil, basta uma rápida pesquisa na web para descobrir a vasta quantidade desses produtos.

Liquin - W&N


Encontrei casos de artistas que usaram de resina alquídica e possuem obras pintadas a vinte anos atrás em excelentes condições. O outro lado da moeda também é comum, em casos no qual a obra apresenta delaminações, craqueluras e escurecimento do filme pictórico em curto espaço de tempo. 

É notório que o procedimento de pintura influi muito nesses casos. Uma obra pintada com quantidades de resina alquídica acima de 20% pode resultar numa pintura com mais longevidade do que outra que não possui a resina, se a primeira foi pintada de forma a obedecer as leis de "gordo sobre magro" e com o uso inteligente de pigmentos. Portanto, a saúde e longevidade de uma obra não está sempre relacionada puramente aos materiais usados, mas principalmente com as técnicas empregadas numa pintura, assim como a maneira como essa obra foi conservada através dos anos.



BIBLIOGRAFIA
TUMO
SA, Charles; MECKLENBURG, Marion; The influence of lead ions on the drying of oils; MOLART; 2007.
LAURIE; A.P.; The Painter´s Method´s and Materials; Dover; 1967.
DELAMARE; Guineau; Colors: The Story of Dyes and Pigments; Harry Abrams; 2000.
MAYER; Ralph; Manual do Artista; Martins Fontes; 1950; 1957 e 1970.
EASTLAKE; Sir Charles Lock; Methods and Materials of Painting of the Great Schools and Masters; Dover; 1847

19 comentários:

Leonardo Climaco disse...

Esse post foi feito pra mim! rs
Foi muito útil! Quer dizer que se eu usar o cobalto associado ao cortai vou ter um melhor desempenho? pois um seca de dentro pra fora e o outro de fora pra dentro...Claro, poucas gotas de cada um...Bom saber disto!

Cozinha da Pintura disse...

Basicamente isso mesmo. Mas não espere nenhum milagre, ainda acredito que a resina alquídica tenha um melhor desempenho. Acredito que alguns artistas preferem determinados secantes puramente por uma questão de gosto. As vezes pelo modo como se comporta quando no pincel ou outras características não necessariamente relacionadas com a velocidade de secagem...

Cozinha da Pintura disse...

E sim, o post foi feito com voce e mais alguns leitores em mente!!!

Leonardo Climaco disse...

Vc definiu muito bem a questão da ansiedade do artista, flexibilidade da tinta a óleo para executar a pintura com secagem demorada, mas tbm deseja velocidade de secagem quando a pintura estiver concluída! Enfim, quer um milagre..rsrsrs
Mas uma vez parabéns, excelente post!

Paulo Frade disse...

Ótimo post, Márcio!
Ultimamente estou fazendo a underpainting com resinas alquídicas, e as valaduras com médiuns convencionais. Também faço a underpaiting com tinta acrílica, usando um retardador para facilitar as transições tonais!
Abç

Cozinha da Pintura disse...

Léo e Paulo, obrigado pelos comentários! Paulo, procedimento perfeito.

J.E. de Ancerg disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cozinha da Pintura disse...

Olá Ancerg! Obrigado novamente pelos seus elogios e pelo seu comentário atencioso. É bom ver artistas compartilhando sobre seus procedimentos. Irei acompanhar as etapas de sua nova pintura! Abraço!

andrebdois disse...

Ahhh nao!!! Vou ser obrigado a contratar uns ninjas para entras no seu atelie e roubar todos seus materias!!!

Cozinha da Pintura disse...

Rss... não faça isso André! A vida como profissional de artes já é dura o bastante sem os ninjas roubando tudo! Abraço!

Cozinha da Pintura disse...

Lembrando os leitores que amanhã acontece o Workshop da Cozinha da Pintura no aconchegante ateliê de Alexandre Reider! Abraço a todos!

Julio Castello de Carvalho disse...

Resolvi esta noite recomeçar a pintar a óleo, sabe uma daquelas paixões que voltam pra te assolar, a pintura a oleo faz isso comigo as vezes e me faz abandonar tudo...rs
Então passei aqui no blog depois de Limpar os pinceis e retirar os tubos da maleta.
Este post me chamou especial atenção, pois sempre tive dificuldades com isso, mas quando se tem prazo certos recursos tem de ser utilizados, não tem jeito.

Gostei muito do post, continue o excelente trabalho!
Grande abraço e força sempre!

Leonardo Climaco disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Adorei a ideia dos ninjas!

Cozinha da Pintura disse...

Que boa notícia Julio! Não abandone não, o segredo é sempre ir em frente!

Léo, sem ninjas! Abraço a voces!

Anônimo disse...

Que maravilha ter pessoas como vcs que se preocupa com a gente! Pintei a minha primeira tela, e obrigada pelo post, me ajudou muito... Um grande abraço!

Marcio Alessandri disse...

Cara Anônima, fico contente que tenha ajudado. Espero que essa seja a primeira de MUITAS outras telas! Um abração!

Anônimo disse...

muito bom!

Rosario disse...

Posso adicionar óleo em pigmentos de terra (óxidos)? Pode alterar a cor das terras mais escuras?

Marcio Alessandri disse...

Caro Rosario, não tenho certeza se entendi o que voce quis dizer. De qualquer forma, responderei do modo como entendi suas perguntas. Peço desculpas caso não tenha compreendido da maneira correta. O único modo de fazer tinta óleo com terras é justamente adicionando um óleo secante aos óxidos... Todo pigmento em pó é saturado pelo óleo, mudando sua cor, de forma que o pigmento natural sempre mudará de cor após misturado ao veículo, mesmo não sendo uma terra, mas também pigmentos de outras naturezas. Caso sua preocupação seja de que a cor do óleo altere as cores depois de seca, isso só é mais expressivo em cores extremamente claras, como os brancos, azuis e verdes claros. Abraço!

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