segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Teste de Cor e Pigmentação

Já discutimos em outros posts as diferenças entre os pigmentos assim como as diferenças entre tintas artesanais e industriais. A teoria é muito importante para que os conceitos sejam absorvidos, mas a prática é insubstituível. A experiência de mistura de diferentes pigmentos nos dá um entendimento mais rico das questões abordadas nos posts passados. É interessante saber que tintas monopigmentárias são mais adequadas do que aquelas que levam uma mistura de dois ou mais pigmentos para a simulação da cor que só deveria levar um, mas, na prática, como se dá essa diferença?

Claro que tudo depende da tinta em questão. Existem casos e casos, não se deve generalizar quando tratamos de diferentes cores e diferentes marcas, portanto, há um teste excelente para compreender melhor o pigmento a ser analisado, um meio preciso para visulaizar as diferenças e variações de marcas, e entender não somente como elas se dão nas cores, mas também as diferenças reológicas e comportamentais. A primeira vista, pode parecer preciosismo, mas é um estudo que pode ajudar muito na limpeza e pureza das cores, e ajudar o artista a identificar qual pigmento se adequa melhor a seus objetivos. Isso naturalmente, reflete-se na atmosfera de suas obras.


Tomemos como exemplo a cor Sombra Queimada (Burnt Umber). Voce consegue descrever mentalmente qual é essa cor? Cada artista usa uma marca, e cada marca possui um tom diferente. O problema é que Sombra Queimada trata-se de um nome "fantasia" dado a uma "faixa de cores" terrosas, de variação considerável, de modo que não há como se rotular a cor como "marrom escuro alaranjado", ou qualquer outra descrição, pois as marcas de tintas variam os componentes empregados em sua fatura. Existem Sombras Queimadas mais esverdeadas, mais amareladas, mais quentes, mais frias, mais intensas, mais terrosas, e por aí vai. A questão que um artista deve se perguntar é: qual dessas variações funcionaria para meu trabalho? O melhor é comparar diversas marcas através desse teste que pode revelar ao artista muito mais do que uma comparação entre cores colocadas uma próxima a outra.

Na imagem abaixo, temos o teste de intensidade. Escolhi fazê-lo com a cor Sombra Queimada, mas poderia ter usado absolutamente qualquer outra cor. Nesse caso, usei as marcas mais populares no Brasil, totalizando seis marcas diferentes, entre estrangeiras e nacionais. Não entro na questão de brilho e consistência das tintas analisadas pois a idéia central é mostrar as diferenças de cores e pigmentações.

A primeira coluna do teste (esquerda) é feita sempre com um pouco de terebintina para diluir a tinta e mostrar a cor do pigmento quando diluído. A segunda coluna é o pigmento exatamente como sai do tubo, aplicado em quantidade consideravel. A terceira coluna é o mesmo pigmento com adição de aproximadamente 20% de tinta branca (branco de titâneo), a quarta coluna com 50% de branco e finalmente, a quinta coluna com 80% de branco. Cada linha apresenta uma marca diferente de uma mesma cor. As marcas usadas nesse teste são:

1. Winsor & Newton - Artist´s Oil - PBr7
2. Winsor & Newton - Winton - PBr7
3. Tinta Artesanal (Pigmento Mahler) - Código Inexistente
4. Corfix - PY42/PR101/PY13/PBk7
5. Gato Preto - Código Inexistente
6. Águia - Código Inexistente

As marcas Mahler, Gato Preto e Águia não mostram em seus rótulos e nem em seus respectivos sites os códigos dos pigmentos usados na fatura de suas tintas. Isso já foi discutido em post anterior: sem código não há como saber qual pigmento é usado na composição da tinta. Pessoalmente, evito todas as marcas que não possuem TODAS as informações devidas em seus rótulos. No entanto, é necessário comparar o poder de pigmentação de certas tintas nacionais, e essas marcas não podiam ficar de fora. 



Teste de Cor e Pigmentação

Logo de início nota-se claramente a variedade de chroma e valor entre as diferentes amostras. Muitos artistas se admiram com essas diferenças numa MESMA cor. É por isso que o teste é tão útil e esclarecedor, ele ajuda a compreender e identificar essas diferenças, nem sempre perceptíveis somente pela comparação de cor dos rótulos.


1. Artist´s Oil: Winsor & Newton
Pigmentação: Essa amostra prova que a linha "profissional" da Winsor & Newton faz juz a sua linha. De fato, foi a tinta que se comportou melhor no quesito de pigmentação. Foi a que menos "clareou" com a adição de branco, provando ser, dentre essas marcas, a mais pigmentada. O barato muitas vezes sai caro. Esse tubo de tinta tem tanto pigmento que basta uma pequena pincelada para cromatizar um pouco de branco, enquanto as outras precisariam de uma quantidade significativamente maior de tinta para exercer a mesma função. É uma boa tinta com bom custo/benefício.

Cor: Quando em camadas finas ou diluídas, é um sépia quente fortemente alaranjado, quando impastado, é um castanho muito escuro que torna-se um bege acinzentado conforme adiciona-se branco.
 

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Winton: Winsor & Newton
Pigmentação: A Winton é a linha "estudante" da Winsor & Newton. Compare essas duas primeiras linhas do teste e note como as amostras da segunda linha (misturas com branco) são muito mais claras do que as da Artist´s Oil. É fácil de ver, com esse teste, que o poder de pigmentação da linha estudante é muito mais baixo que da linha Artist´s. Na primeira mistura com branco nota-se como seu poder de pigmentação é mais baixo que a primeira linha.

Cor: Quando em camadas finas ou diluídas, é um sépia quente fortemente alaranjado, quando impastado, é um castanho muito escuro que torna-se um bege acinzentado claro conforme adiciona-se branco.


3. Tinta Artesanal (Pigmento Mahler)
Pigmentação: Essa tinta foi feita no ateliê com óleo de linhaça alkalí e pigmento da marca Mahler. De todos as tintas, não me surpreende que seja a amostra com maior poder de pigmentação, permancendo a mais escura mesmo com adição de 80% de branco. Essa é uma das vantagens comentadas em post anterior sobre a fatura artesanal de tinta no ateliê. Note que as qualidades inerentes do pigmento da Mahler não possuem relação alguma com o poder de pigmentação da tinta, o "milagre" nesse caso, é feito pelo procedimento de fazer a tinta manualmente, escolhendo a proporção de óleo e pigmento e deixando de fora qualquer tipo de susbtância adulterante. A tinta artesanal apresentou o maior poder de pigmentação entre as tintas usadas nesse teste.

Cor: O pigmento Sombra Queimada da Mahler é o mais neutro de todos. Ele se transforma num cinza perfeitamente neutro. Devemos lembrar, sempre, que aquilo que não serve a um propósito, pode servir a outro. É possível que algum artista prefira um Sombra Queimada mais neutro, enquanto outro, prefira um mais acastanhado. Por outro lado, é possível conseguir cinzas neutros com vários tipos de Preto de Carbono, embora alguns tendam a se apresentar em tons mais frios. Pessoalmente, para meu gosto pessoal, prefiro um Sombra Queimada menos neutro, tendendo a um acastanhado forte. O pigmento da Mahler, para mim, é particularmente inútil nesse sentido.


4. Corfix
Pigmentação: O poder de pigmentação da Corfix pode surpreender muitos artistas que tendem a desprezar as marcas nacionais, chegando a ficar muito próximo, se não igual, a linha profissional da W&N. A tinta pura é pouco mais clara do que a marca estrangeira profissional, mas nos testes de adição de branco mostrou perder pouco poder de pigmentação, de modo praticamente similar a linha Artist´s Oil da W&N.

Cor: A Corfix gentilmente discrimina os códigos de pigmentos em seus rótulos, o que é muito satisfatório. O Sombra Queimada da Corfix não é monopigmentário, ou seja, não é feita somente com um pigmento como os da W&N, mas com a mistura de vários pigmentos que tentam simular o Sombra Queimada natural (PBr7).

Infelizmente, certas propriedades da cor escapam de serem captadas por máquinas fotográficas, mesmo no caso de máquinas profissionais. Inclusive, recomendo que os leitores mais interessados no Sombra Queimada façam o teste em casa, pois a foto não consegue captar tênues diferenças, mesmo sobre as mais diferentes condições de luzes. Como exemplo, na foto, não é possível discernir essas diferenças da tinta Corfix que seguem abaixo.


O Sombra Queimada da Corfix em camadas finas ou diluídas é um sépia acastanhado com um tom levemente esverdeado (provavelmente pela presença do PBk7). Quando impastado, é um castanho muito escuro, embora mais claro do que ambas linhas da W&N. Torna-se um bege com forte tom acinzentado conforme adiciona-se branco. A grande diferença entre a tinta da Corfix e as da W&N (fora o número de pigmentos usados) se encontra quando misturamos as tintas com 80% de branco. A tinta da Corfix torna-se um cinza quase neutro, perdendo quase totalmente seus traços de amarelo e castanho, enquanto o pigmento natural da Winsor & Newton conserva seus traços de cor, resultando num bege claro com tons de amarelo. É uma diferença grande, principalmente no caso em que usa-se o Sombra Queimada como mistura para tons de pele. As variações entre ambas as tintas em misturas com grandes quantidades de branco é notável.


5. Gato Preto
Pigmentação: Já ouvi muitos profissionais dizendo que a Gato Preto não é uma tinta aconselhável. No caso dessa cor em específico, o Sombra Queimada, essa será "a prova dos nove". Da mesma forma que a tinta da Corfix, a Gato Preto possui boa cobertura, e apresenta resultados que ficam próximos a linha profissional da W&N. Diria que em termos de pigmentação, praticamente não deve nada a linha profissional estrangeira. Não se trata de uma tinta com pouco poder de pigmentação. Em forma pura, também aparenta ser pouco mais clara do que a tinta profissional da W&N, da mesma forma que a tinta da Corfix. A perda de pigmentação com as amostras de adição de branco mostrou-se similar a da Corfix, próximo ao desempenho da linha profissional estrangeira.

Cor: Trata-se claramente de uma cor muito distinta de todas as outras testadas. A marca não disponibilizou o código de pigmento usado. Dificilmente trata-se de uma terra natural, as chances de ser uma tinta monopigmentária são nulas. Em finas camadas ou diluída mostra tendência a um marrom avermelhado, e pode lembrar o Terra de Siena Queimada. Pura, é um marrom escuro fortemente avermelhado, tornando-se um marrom levemente violetado com mais branco, muito parecido com a cor "Indian Red" usada nos EUA. Quanto mais adicionamos branco, mais notável é sua tendência a mostrar esse violeta, que na última amostra de 80% de branco mostra um rosa violáceo claro. Pessoalmente, não é o que procuro numa Sombra Queimada, principalmente por causa do violeta, que foge a "convenção" geral dessa cor tradicional.


6. Águia
Pigmentação: Embora não esteja muito atrás das outras marcas nacionais, obteve uma marca de pigmentação um pouco abaixo das tintas nacionais. Mostra o resultado similar a da pigmentação da linha estudante da W&N.

Cor: A marca Águia também não fornece seus códigos de pigmento. As chances de se tratar de um PBr7 são baixas, sendo que nem a Corfix faz uso desse pigmento natural para seu Sombra Queimada. De todas as tintas dos teste, essa amostra é mais clara de todas. A tinta pura, em impasto grosso chega a se aproximar a cor Terra de Siena Queimada, assim como a amostra da Gato Preto (no entanto as duas seriam um Terra de Siena Queimada mais escuro). As sombras em geral são amplamente usadas devido a sua natureza de ficarem escuras quando amontoadas em grande quantidade, e de clarearem em tons acastanhados quando usadas em camadas finas e líquidas. 

No caso da tinta Águia, é um tanto clara para uma terra de Sombra. Quando usada de forma mais fina ou diluída, é o castanho mais quente de todas. Interessante notar que no teste de adição de branco foi a que ficou com a cor mais parecida com a da W&N, um bege que reteve seus traços de amarelo, sem neutralizar, com uma leve diferença: ligeiramente mais rosada. Para aqueles que gostam de maior chroma quando tratamos dessa cor (Sombra Queimada), o chroma dessa tinta é o mais expressivo. É uma pena que seja clara demais quando usada pura.

Conclusões Finais
Pessoalmente, meu veredicto final vai para a Artist´s Oil da Winsor & Newton, como a melhor tinta Sombra Queimada do teste. Melhor pigmentação, cor, e custo benefício. Mas, não podemos generalizar e acabar julgando uma linha inteira de tintas a partir de um teste feito com somente uma cor. Como exemplo: apesar do Sombra Queimada da Mahler ser extremamente neutro, isso não quer dizer que outros pigmentos terrosos dessa marca sejam desprovidos de cor. Ao mesmo tempo, outros pigmentos da linha Winton podem ter maior poder de pigmentação do que o Sombra Queimada, portanto, é sempre interessante testar as diferentes cores de uma linha antes de julgá-la. 

23 comentários:

Weslei Lopes sanches disse...

Grande post!!Eu adoro esse assunto e trabalhos monocromáticos. O
burnt umber da Winsor & Newton - Artist´s Oil não é só o mais permanente como é o mais bonito também; eu só usei o da corfix antes dele e fiquei fascinado com a intensidade e brilho da tinta da Winsor, não troquei mais. Uma coisa desagradável que me aconteceu com o sombra queimadada corfix foi o fato do underpaint sair com mais facilidade quando colocada a nova camada (de branco ou cor). Agora uma dúvida: Para Grisaille, voçê vê muita diferença entre o ivory black e o lamp black? se não me engano o ivory black é semi opaco e o lamp é totalmente opaco, embora ambos sejam permanentes. Qual voçê acha melhor para se construir uma escala de cinzas?

Abraço.

Cozinha da Pintura disse...

Estou há algum tempo enrolando pra experimentar o Sombra Queimada da Old Holland, da Blockx ou da Blue Ridge. O Yellow Ocher Deep da Old Holland é a melhor tinta que já comprei. Nunca usei o Sombra Queimada dessas marcas, que são consideradas superiores a W&N. O Lamp Black é mais acinzentado do que o Ivory Black. O segundo é um preto mais intenso. Fiz um underpainting com o Lamp Black e depois de seco, os pretos mais profundos ficaram extremamente acinzentados. Só uso o Ivory Black como preto. Para sua escala de cinzas, recomendo que use o Ivory Black, Branco de Titâneo e para esquentar os cinzas (que serão muito frios devido a combinação) use um Sombra Queimada, e terá cinzas mais neutros. Infelizmente, a Corfix não produz o Ivory. Terá de comprar da Talens (Rembrandt) ou W&N. Abraço!

Weslei Lopes sanches disse...

o Yellow Ocher Deep da Old Holland deve ser maravilhoso mesmo...nunca tive a oportunidade de usar nenhuma cor da old holland então não tenho base de comparação rsrs. Obrigado pela dica com os cinzas; já comprei o ivory black da winsor, vou ter que comprar mais. Valeu. Abraço.

Cozinha da Pintura disse...

A Maimeri Puro (Não a linha "Clássico") e a Blockx estão sendo muito elogiadas pelos americanos. Principalmente a segunda. Tem um pessoal com quem mantenho correspondência que anda reclamando de algumas cores da Old Holland.

Leonardo Climaco disse...

Esse teste é muito legal e surpreendente!, fiz um teste semelhante entre as cores terrosas da corfix e acrilex, optei definitivamente pela corfix! Se tratando de nacionais e terrosas...
O resultado que mais me surpreendeu pela diferença de chroma no seu teste foi o pigmento Mahler e a tinta Gato Preto, difere muito do que esperamos de uma cor chamada "sombra queimada"...

Cozinha da Pintura disse...

Léo, também foram exatamente as mesmas que me surpreenderam. O tom da Gato preto é bem diferente do que se usa em geral. Seu comentário me fez lembrar que não usei uma amostra da Acrilex. Posso adicionar nesse mesmo post quando adquirir um tubo. Farei isso ainda esse mês.

Vinícius F. Silva disse...

Eu já tinha percebido o quanto é vantajoso usar cores terrosas da linha proficional.Me preocupo muito com a qualidade e durabilidade de minhas pinturas. Mas sai muito caro então não dá para usar um material completamente proficional, sei que é a vontade de todo artista iniciante que passa a ter um senso de competência, é adquirir conhecimentos sobre materiais. Parabéns pelo blog,com certesa está empolgando pintores de todo o Brasil. Era o que faltava para fortalecer a arte representativa no país.

Cozinha da Pintura disse...

Olá Vinícius. Obrigado pelos elogios. Fico contente que esteja entusiasmado. A Cozinha da Pintura foi criada com exatamente esse intuito. Gostei muito das suas paisagens, especialmente o casario "Sítio Abandonado". Uma novidade em primeira mão: estamos montando um Workshop de Materiais Artísticos especial para pintores de paisagens no Ateliê de Alexandre Reider, um dos melhores pintores de paisagens de São Paulo. Abraço!

Vinícius F. Silva disse...

Obrigado por vizitar meu blog, estou planejando fazer uma viagem este ano à São Paulo para conhecer a Pinacoteca do Estado, da última vez que tive aí foi em 2006, vizitei o grandioso MASP e o ateliê do Alexandre Reider onde assiti a duas aulas que me valeu muito, vou fazer de tudo para assistir um desses workshop de materiais artistíticos.Um abraço!

Cozinha da Pintura disse...

Olá Vinícius! Então voce já conhece o Reider! Venha conhecer a Pinacoteca, voce vai gostar muito, nossos maiores pintores figurativos estão lá, como o Almeida Júnior, Pedro Alexandre e Oscar Pereira da Silva. Abraço!

CELSO MATHIAS disse...

RAPAZ...ESTOU PENSANDO EM CRIAR UM PRÊMIO PINTURA E ELE VAI PRA VC. É SÉRIO!!! QUE AULA...NOSSA MÃE...DESCULPA NÃO COMENTAR MUITO AQUI MAS CADA LINHA DESSE BLOG É UM PASSO A MAIS. O TESTE ACIMA FOI ESPETACULAR.JÁ PINTEI COM A CORFIX E TENHO TRABALHOS DE 30 ANOS PERFEITOS NAS CORES. ÓTIMA TINTA MESMO. PARABÉNS!!!

Cozinha da Pintura disse...

Celso, agradeço os elogios exagerados! rsss
Voce realmente não costuma comentar muito por aqui! Prefiro assim, quando voce se manifesta! Mas sei que seu Blog deve tomar muito tempo, ainda mais postando diariamente como voce faz. Quanto ao prêmio, vai ser difícil escolher alguem, tem muita coisa boa por aí, basta procurar! Um abração!

Cozinha da Pintura disse...

Gostaria de agradecer, mais uma vez, ao colega Celso Mathias, do excelente Blog "A Arte de Celso Mathias". Não é a primeira vez que enaltece (exageradamente, como sempre) os artigos aqui apresentados. Como nesse gentil post:

http://artedecelsomathias.blogspot.com/2011/02/cozinha-da-pintura.html

Celso, agradeço a simpatia e suas palavras gentis, ainda mais quando essas veem de um artista tão talentoso como voce. Um abraço!

blogcláudio disse...

Concordo plenamente com o Celso Mathias. E esse blog já é minha home page!

Cozinha da Pintura disse...

Claudio, voces são generosos demais! Obrigado por tornar a Cozinha sua home page! Gostaria de poder postar diariamente, mas infelizmente, não há tempo hábil para escrever tantos artigos em tão curto tempo. De qualquer forma, agradeço a todos!

Paulo Frade disse...

Pois é, Márcio, pena que aqui no Brasil não temos acesso as tintas fabricadas pela Old Holland.
Entrei no site oficial deles, e gostei muito! Tem todas as informações técnicas sobre as tintas, muito bom!

http://www.oldholland.com

Abraço

Cozinha da Pintura disse...

Paulo, vale a pena investir em tintas de primeiríssima linha, voce sabe disso. As lojas de materiais artísticos norte americanas, como a Dick Blick, enviam pelo correio muitas marcas de tintas através de compra com cartão de crédito internacional. Sai mais barato do que encomendar na Europa. É uma experiência interessante testar as marcas consideradas top de linha, como a Michael Harding, Mussini, Blockx, Vasari e Old Holland. Abraço!

andrebdois disse...

Caraca, realmente é um soco nos olhos cada vez que entro aqui, só tenho a gradecer com compartilhas seus conhecimentos com nós, pobres mortais...
ah, o workshop não consegui fazer, pois meus fds são todos comprimotidos... masss, por muita gana pela pintura, estou a fazer aula com o Mestre Frade às quintas. Estou confiante que produzirei e entenderei cada vez mais, o conhecimento que vocês passam.
obrigado pelo comments na minha pag tbm, é uma honra.
abração!!

Cozinha da Pintura disse...

Oi André!
Obrigado mais uma vez pelos seus elogios! Quanto ao Workshop, é uma pena que não possa fazer de fim de semana, pois são justamente nos fins de semana que costumamos dar preferência como datas para os mesmos. Será difícil montar um desses durante a semana!

Fico contente que esteja fazendo aulas com o Frade, na minha opinião (e de muitos outros) um dos artistas de maior destaque de SP, tenho certeza de que aprenderá MUITO, em pouco tempo. Está fazendo um bom negócio André!

Quanto ao Workshop, em primeira mão, te adianto que em Abril, acontecerá um outro, também num fim de semana, somente da Cozinha da Pintura, algo diferente do Ateliê Clássico que conta com a participação do Frade e do Ferrari. Mais informações na seção Workshops aqui da Cozinha. Pode ser um bom negócio pra voce que já está fazendo aulas com o Frade.

Abraço!

Antonio Carlos disse...

Olá amigo recebi um e-mail do ateliêr A Reider para participar do seu Workshop,não te conhecia até chegar aqui,muito bom de mais,parabéns.Uso só as tintas nacionais e estou surpreso com esse teste que serve para valorisar nossos conhecimentos,Tenho muitas dificuldades com os verdes para diversas tonalidades na paisagem,gostaria de ver alguma coisa neste sentido

Anônimo disse...

Márcio,

Tive oportunidade de comparar quatro marcas de Sombra Queimada que tenho aqui em casa e cheguei à conclusão que a melhor na relação custo benefício é da marca Daniel Smith. Tenho aqui: W & N Artist Oils, Blockx, Gamblin e DS. Na ordem de força na pigmentação, ficam Blockx, Daniel Smith, W & N e Gamblin. Não há uma diferença enorme da melhor para a pior, talvez porque se trata de um pigmento barato. No entanto, de DS para Blockx a diferença é tão pequena que não vale a pena pagar mais. Aliás, recomendo toda a linha Daniel Smith para os brasileiros porque a qualidade é muito superior às nacionais e os preços são muito competitivos. Colocando na ponta do lápis sai mais barato do que as tintas nacionais e rende muito mais.

Adriano

Cozinha da Pintura disse...

Olá Adriano!
Sensacional informações. Nunca usei a Daniel Smith, mas escuto muita gente elogiar a marca. Muito interessante saber que o preço/qualidade da DS estão nesses níveis.

Obrigado por sua ótima contribuição Adriano! Um abraço!

Cozinha da Pintura disse...

Antônio Carlos, obrigado pelo seu comentário! Farei, futuramente, um post sobre verdes! Abraço!

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