terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Underpaintings: Grisaille

Existem inúmeras maneiras de se começar uma pintura. Cada artista se adapta de maneira diferente a essas abordagens, e nem sempre o que parece mais fácil se torna efetivamente seu método de trabalho. Algumas pessoas simplesmente se dão melhor numa técnica do que em outras, por inúmeros motivos, portanto, é sempre interessante poder experimentar novas variantes. A técnica mais usada hoje, é uma abordagem direta, isto é, as cores escolhidas para se começar uma pintura geralmente são baseadas nas cores locais, tenta-se reproduzir logo no início as cores que se observam no tema a ser pintado, tudo em uma camada só, "alla prima".

Afresco em Underpainting de Andrea del Sarto. 1510.
No método de trabalho indireto trabalha-se em camadas, constroe-se lentamente os valores e prepara-se uma espécie de "mapa" monocromático, um guia para posteriormente trabalhar-se as cores. Essa abordagem é chamada na Itália de "Sotto Dipinto" e nos EUA de "Underpainting" ou "dead layer" (camada morta). Algumas fontes bibliográficas confundem essa técnica com a imprimatura. A imprimatura trata-se de um procedimento para "tingir", ou colorir o branco da tela, criando um meio tom (mezzetinte) que será usado como base para o início da pintura. É o primeiro passo para o underpainting (apesar de não ser estritamente necessária), é ela que dá a cor predominante, mas não consiste no underpainting em sí, mas em um dos passos dentro dessa técnica.

A função principal
 do underpainting é a de que se possa trabalhar separadamente o valor do chroma, levando o artista a se preocupar somente com os valores, concentrando-se na reprodução mimética de volume sem necessariamente pensar em cor.

Primeiramente, o
underpainting é construído através de efeitos óticos com veladuras (ou velaturas). Essas combinações de pinceladas finas e transparentes são usadas para construir os valores, como se o artista estivesse usando uma tinta "aguada", podendo construir volumes que se intensificam com cada pincelada e assim construir um underpainting monocromático. Apesar dessa abordagem que usa a transparência ser muito popular, há artistas que constroem underpaintings de modo opaco. Numa segunda etapa, a pintura recebe novas camadas de tinta para "colorir" a pintura monocromática (underpainting), novamente com veladuras ou sfregazzo (pincel seco).

Para se entender o conceito de veladuras, uma analogia sempre usada é a dos véis de tecidos coloridos, e muito finos, que quando colocados um sobre o outro, combinam suas cores, formando uma terceira cor. O princípio é o mesmo. Colorir o
 underpainting funciona da seguinte maneira: a pintura monocromática, que predomina uma cor em particular (amarelo, por exemplo), é vista "através" da segunda camada colorida (uma veladura azul, como exemplo) combinando as cores das camadas e mostrando uma "terceira" cor (verde, nesse caso). 

"La Scapigliata", Leonardo Da Vinci, 1508.


Trabalhar com o dead layer é uma abordagem que recorre a inúmeras veladuras scumbles (sfregazzo), técnica similar a do "pincel seco", que adiciona camadas transparentes ou semi-opacas em diferentes nuances de transparência. Quando pintamos de maneira direta, alla prima, não há a necessidade obsessiva de entender sobre a transparência das cores e o comportamento das tintas, mas no caso dos métodos indiretos, o artista deve se preocupar a todos os momentos com essas propriedades e como devem ser aplicadas.

É comum ver obras que resultaram numa atmosfera artificial, parecida com fotos preto e brancas que foram "superficialmente" coloridas com aerógrafo. Isso costuma acontecer quando não há conhecimento ou controle suficiente das propriedades das tintas, e recorre-se ao excessivo uso de
veladuras muito transparentes, ou ao planejamento inadequado na ordem das camadas e cores. Alguns artistas recorrem a essa técnica por que desejam um resultado excessivamente liso e contido, com gradações onde a pincelada some por completo. Nesse caso, o uso do underpainting é uma abordagem mais eficiente do que a pintura alla prima. No entanto, [e possível usar o underpainting para obter pinturas que se aproximem dos resultados frescos e soltos do método alla prima, assim como também é possível usar de ambas as técnicas na mesma pintura, começando com um underpainting contido e finalizando alla prima.

Em outros casos, o
underpainting é completamente coberto por uma "nova pintura" alla prima, desaparecendo por baixo dessa nova camada, exercendo nesse caso, somente sua função de "guia" para uma pintura direta. Alguns artistas podem se perguntar que talvez nessa hipótese, o underpainting seja uma etapa trabalhosa e desnecessária, mas alguns indivíduos talvez precisem de um guia claro e detalhado para planejar os valores em sua paleta, de forma que o esse "guia" possa auxiliá-lo nesse sentido, mesmo que isso signifique "perder" uma etapa da pintura.


"San Geronimo", Leonardo Da Vinci, 1481.


Podemos encontrar alguns exemplos de underpaintings em algumas pinturas inacabadas, ou em obras em que o artista decidiu deixar grande parte do dead layer a mostra. Entre os exemplos mais conhecidos estão algumas obras inacabadas de Leonardo Da Vinci, que mostram claramente a "primeira etapa" em underpainting, mas o exemplo mais contundente é uma obra de Jean-Auguste-Dominique Ingres. Ele deixou o underpainting de uma de suas famosas odaliscas intocado, com o intuito de servir como exemplo de sua técnica a seus diversos alunos.


"Odalisque in Grisaille", Ingres, 1824-34.
"Grande Odalisque", Ingres, 1814.

Teoricamente, qualquer cor pode ser usada no underpainting, contanto que se use exclusivamente uma cor e trabalhe-se os valores de forma monocromática. Pode-se encontrar inúmeras variaçõesde cor para o dead layer. Diversos cinzas quentes ou frios, azul claro, vermelhos, verdes e uma infinidade de tintas terrosas de todas as cores, temperaturas e valores. Alguns artistas variavam suas cores dependendo da iluminação de seus temas, enquanto outros costumavam usar sempre uma mesma cor de underpainting independente da temperatura da luz local.

Um conceito chave dentro da técnica é intercalar as camadas com cores que se neutralizem opticamente, cores geralmente complementares. Desse modo, obtem-se menor vibração do chroma, alcançando uma neutralidade realística nos tons de pele. Como exemplo, usa-se verde no underpainting, e depois de seco, as camadas subsequentes são pintadas em tons transparentes de vermelho. Essa combinação, ou a soma entre as camadas, cria um resultado bem diferente de quando pintamos diretamente com uma tinta opaca cor de pele. São esses efeitos ópticos que os artistas do método indireto procuram.



A obra "Sketch" mostra Grisaille de Bouguereau, 1860.

Uma das variações mais comuns de underpainting é feito em escalas de cinza, chamado de Grisaglia na Itália, e de Grisaille pelos franceses. Os resultados do grisaglia tendem a mostrar tons de peles "perolados" e alvos, pálidos e delicados. Quando usado corretamente, o grisaglia gera tons de pele estupendamente realísticos, como na obra "Retrato de Gabrielle Cot", de Adolphe William Bouguereau. Esse artista em particular é famoso pelo uso de grisailles que simulam a pele de forma notável, embora nem sempre fizesse uso de cinzas ópticos.

Uma das vantagens do uso do underpainting, não somente no modo grisaglia, é o da construção de valores por transparência. Note abaixo, no detalhe de uma pintura de Tiziano, que os diferentes tons de cinza não são produzidos por misturas de diversos cinzas na paleta, mas sim, diferentes "cargas" de branco de chumbo no pincel, feitos por cima de um tom escuro. Através de veladuras que adicionam, a cada camada, mais branco, temos um efeito óptico que nos dá a variação de valor.


Detalhe de obra de Tiziano


Podemos encontrar abordagem similar em algumas obras de Rubens, com um efeito um pouco mais "aquarelado" (ilust. abaixo), provavelmente através da diluição da tinta em solvente (que naquela época não era essência de terebentina) ou de alguma emulsão ou medium. Também notamos uma variante na tonalidade do grisaglia, que nesse caso não se parece com o grisaglia acinzentado, mas um cinza de tom acastanhado, o Grisaglia Marrone era feito com a mistura de sombra queimada ao branco de chumbo, uma receita antiga para se obter cinzas quentes.


Detalhe de obra de Rubens: Grisaille aparente.

Em alguns casos, como em algumas pinturas do barroco europeu, a desenvoltura com a qual os valores são construídos é tão intensa e meticulosa que o underpainting, por sí só, confere aura de "obra finalizada", somente leves toques de cor ou de branco são o bastante para que uma obra chegue ao ponto de concluída. Assim como no caso da pintura de Rubens, vemos nessa tela do ateliê de Rembrandt um underpainting diferente do grisaille acinzentado, novamente de cor acastanhada,  onde a pintura foi completada praticamente na etapa de underpainting, e somente alguns sfregazzos em siena natural e amarelo ocre foram necessários para concluir a visão do artista. Essa abordagem acastanhada é especialmente notável em muitos retratos e em algumas pinturas de gênero da mesma época.



Atribuído ao ateliê de Rembrandt, circa 1620.


Não há limites ou regras estritas para o uso do underpainting. As inúmeras variantes podem trazer problemas de difícil resolução, mas ainda assim compreende uma técnica flexível que permite inventividade quando compreendemos a cor, o funcionamento da camadas e as propriedades inerentes de nossos pigmentos. É excitante quando usamos as propriedades naturais dos pigmentos como peças de um quebra cabeças a ser resolvido, esses problemas adicionam mais desafios ao desbravar do pensamento pictórico.

O método alla prima confere resultados deslumbrantes de espontaneidade, o que os italianos chamam de sprezzatura, e o método indireto agrega mais ao "pensar" dos materiais, precisamente nas articulações das propriedades pigmentárias e suas aplicações. Enquanto a pintura alla prima enaltece a expressividade, o método indireto prioriza o pensamento alquímico. Não há melhor ou pior, mas certamente, as diferentes abordagens operam em níveis diferentes na mente artística.


PRÓXIMO POST:
Continuação de Underpainting: Verdaccio



BIBLIOGRAFIA
LAURIE; A.P.; The Painter´s Method´s and Materials; Dover; 1967.
THOMPSON, Daniel V. The Materials and Techniques of Medieval Painting; Dover; New York.
MAYER; Ralph; Manual do Artista; Martins Fontes; 1950; 1957 e 1970.
DOERNER; Max; The Materials of the Artist and Their Use in Painting; 1921.
WARD; James; History and Methods of Ancient & Modern Painting; 1919.

27 comentários:

  1. Chegou a vez do assunto que mais me interessa! Técnicas de pintura, Bem legal o post Marcio!
    Mesmo pintando há alguns anos ainda não encontrei o meu underpainting preferido, vário praticamente a cada trabalho, inclusive o dispensando as vezes...rs
    Abraço,
    Leonardo

    Ps: Falando em verdaccio, um pintor que admiro muito que o usa é o Adrian Gottlieb, confira no http://www.gottliebstudios.com

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  2. É bem comum a variação e a mudança de underpainting de tempos em tempos. Acredito que a maioria dos artistas da antiguidade que estudei, assim como os contemporâneos que conheço, já experimentaram de tudo... e claro, outra opção é NÃO usá-lo! O Gottlieb é muito bom. Talvez coloque um de seus verdaccios como um exemplo contemporâneo no próximo post! Obrigado Léo!

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  3. Me lembrava do Gottlieb, mas não me lembrava do processo que ele usava. Ao conferir sua página, vi que na verdade, ele usa um grisaille, e não um verdaccio. Esses termos são contínuamente confundidos. O problema são as fontes históricas que dão margem a interpretações diferentes. Alguns tratados antigos chamam qualquer underpainting de verdaccio, enquanto outros especificam uma cor característica a ele (verdaccio). Bem, no próximo post isso ficará mais claro...

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  4. Cada página sua é uma aula privilegiada que divide com cada um de nós. Obrigado pela matéria e também pela lembrança do Lucian. Estou reservando esse comentário para uma biografia mais específica. Valeu!

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  5. Caraca, ver isso dá até vontade de chorar. parabens!!

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  6. Com certeza um dos melhores blogs para artista da internet brasileira!! Parabéns pelas aulas!!

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  7. Olá Claudio, obrigado pelo elogio! Seja bem vindo!

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  8. Muito útil este assunto para mim que sou auto-didata,gostaria no entanto de saber todas as etapas de uma pintura academica principalmente do portrait,desde o esboço às camadas de veladuras.

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  9. Olá Episthemon! Nosso próximo Workshop cobrirá todas as suas dúvidas em detalhes: acesse a área de Workshops e Cursos. Mas de qualquer forma, falarei mais sobre isso em futuros posts! Agradeço sua sugestão!

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  10. Excelente blog! Há anos leio livros sobre underpaintings e só agora entendi direito, graças ao seu texto direto, descomplicado, objetivo.

    Alguns pintores e livros orientam que a underpainting seja feita com tinta acrílica. Contudo, sempre ficam dúvidas. O Senhor poderia postar algo sobre o assunto?
    È realmente necessário esperar a secagem da underpainting totalmente antes de continuar a pintura? Digo isso porque muitos pintores atualmente seguem um me´todo que é:
    fazer uma "pré-pintura" diluida com solvente e secante cobalto e pintar as cores "gordas" e claras por cima, direto, sem esperar muito a secagem da anterior. Por favor, Mestre, qual a melhor opção. Ou são todas válidas?
    Meu nome é Cristian Tardin. Comentei como ANÔNIMO porque ainda não sei utilizar os outros meios.
    Abraços e Deus o abençoe com muita saúde.

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  11. Olá Cristian! "Senhor" e "Mestre" é demais não? Agradeço seus elogios, e fico muito contente que esteja aproveitando as informações. A idéia sempre foi justamente essa. Quanto a suas perguntas:

    A priori, diria que são todas válidas, quando respeitadas certas regras. Esperar a secagem entre as camadas é sempre uma boa idéia. Isso impede que voce "remova" com o pincel qualquer detalhe que tenha feito previamente e que por ventura não está completamente seco. Também evita "misturar" as cores. A outra opção, de esperar que o underpainting esteja "quase seco", ou pelo menos "grudento", é possível, mas sempre por conta e risco.

    É interessante notar que voce menciona "sem esperar muito a secagem anterior". Tratando-se de tinta a óleo, quanto seria "não esperar muito"? Dezenas de horas? Poucas cores estariam secas nesse período de tempo, e somente com o uso de secante isso seria possível. O uso do secante deve ser SEMPRE muito moderado, somente uma ou duas gotas na sua porção de tinta.

    Pessoalmente, prefiro NÃO usar secantes, e trabalhar o overpainting uma ou duas semanas após a fatura do underpainting. Para não ficar sem pintar durante esse período, é comum trabalhar intercalando dois ou três trabalhos.

    Quanto a tinta acrílica, não vejo por que não usar desse procedimento. É algo muito parecido com o que teoricamente Van Eyck teria recorrido, uma "técnica mista" de têmpera (underpainting) e óleo (overpainting). Aliás, diria que aqueles que tem pressa de terminar um trabalho deveriam optar por esse procedimento, e não tentar acelerar o óleo com secantes ou pintar o overpainting poucas horas depois do underpainting. Para que um underpainting detalhado seque MUITO rápido (12/20 horas) é necessário MUITO secante, e isso, não é nada bom. Portanto, recorra a acrílica!

    Espero ter ajudado de uma forma ou de outra! Um abraço!

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  12. Amigão, fiquei realmente emocionado e agradecido por ter-me respondido tão pronta e rapidamente.
    Moro longe demais dos grandes centros, de pessoas profissionais como o senhor, e somente através de informações como as suas é que tenho um pouco mais de fôlego para não desistir da pintura. Pinto sozinho, sem mestre. Erro muito e não tenho como tirar dúvidas. Isso é muito cansativo e desanimador. Por isso, o senhor não sabe o tamanho da alegria em que fiquei ao ver meu post respondido. Deus continue te abençoando com toda sorte de bênçãos e saúde. Espero conhecê-lo pessoalmente um dia.

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  13. Oi Cristian! Morar longe dos grandes centros certamente é inconveniente, mas isso NÃO deve ser um problema. A internet é uma fonte insaciável de informações que podem suprir sua fome de informação, diria que é até melhor do que a compra de livros, pois não se lança quase nada com material atualizado. Ler inglês é um bônus muito grande, pois a maioria do material que realmente vale a pena esta em inglês.

    Se tiver quaisquer dúvidas e precise de ajuda, sinta-se livre para me escrever, vou procurar ajudá-lo dentro dos meus limites.

    Muitos pintores famosos não tiveram um Mestre Cristian. O ofício da pintura depende somente de sua dedicação. Quanto mais pintar, mais aprenderá. Essa é uma regra de ouro que voce deve sempre lembrar.

    Abraço!

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  14. quanto mais aprofundo neste blog,mais aprendo,que bom,ele existir

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  15. Olá Túlio! A idéia é essa! Abraço!!!

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  16. TUDO ISSO,NOS FAZ ENRIQUECER A CADA DIA,RENOVANDO CONHECIMENTOS COM MAIS CLAREZA E MULTIPLICANDO OS NOSSOS PASSOS EM RIREÇÃO AO FUTURO.VALEU!!!

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  17. Obrigado Jota! Fundamental que todos possam pesquisar e crescer! Abraço!

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  18. Marcio, a premissa basica para q algo seja considerado um "underpainting" é q ela seja monocromatica? ou um underpainting tbm pode ser "policromatico"?e outra questao...
    como fazer um underpaintig q reflita de fato as cores locais reais de uma pintura realista e nao apenas obter um efeito padrao de dramaticidade? ou em outras palavras, como funciona o underpainting de "colore locale"?
    abs

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  19. Olá Anônimo!
    Não é necesserário ser monocromático. Voce pode usar praticamente qualquer cor ou várias combinações. Para citar alguns exemplos, é comum econtrar na escola antiga, underpaintings avermelhados, assim como azulados com forte tendência para o roxo.

    Também é possível policromatizados, por exemplo: no underpainting voce poderá usar as sombras em marrom e o meio-tom e luzes em amarelos.

    O que caracteriza um underpainting, independente da cor que se usa é:
    Uma primeira ou mais camadas de tinta que servirão como um guia, que pode ser coberto inteiramente de forma opaca por camadas subsequentes, camadas semi-transparentes ou totalmente transparentes.

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  20. Olá,Márcio, a 2 anos atrás descobri a tinta pva, p/ artesanato e testando-a, comprovei que ela tem um aspecto parecido com têmpera, a película é fosca e bem menos resistente que a da tinta acrílica, é também mais fácil de se usar pois não seca tão rápido. Daí fiz algumas grisalhas com ela para terminar com oleo, e funcionou bem. A minha dúvida é: a médio ou longo prazo, pode haver algum problema que você já possa saber? De que tinta (medium), seria a grisalha ideal para o óleo?
    Parabéns pela qualidade de todo o conteúdo do site e Deus abençõe sua generosidade.

    Obrigado
    Cássio

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    1. Olá Cassio! Nunca li nenhu artigo científico com estudos de conservação e envelhecimento da tinta PVA, mas como voce mesmo disse, ela realmente parece ser bem menos elástica e resistente do que a tinta acrílica. O ideal, se realmente quiser usar essa tinta, é usá-la num suporte rígido, e não em lona. Confio mais na tinta acrílica. Abraço!

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  21. Muito obrigado pela prontidão em responder. Também sou do interior, pinto a uns 14 anos mas nunca tive a oportunidade de fazer um curso de qualidade. Pena que descobri seu site só a uns 4 dias atrás; mas pretendo recuperar o tempo perdido e o frequentarei sempre.
    Um abraço

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    1. Que bacana Cássio! Espero que aproveite o material da Cozinha! Fique a vontade! Um grande abraço!

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    2. Parabéns por suas bonitas paisagens Cássio. Excelentes trabalhos!

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  22. Tenho testando de uma a três gotas de secante em pouca porção de tintas e em aproximadamente vinte horas a camada fica quase completamente seca. Isso gera algum risco? No caso, ultimamente não estou usando um secante específico, em sim um medium da lukas que além de secante, aumenta o brilho e transparência da tinta.

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  23. Leandro, não oferece nenhum risco. Três gotas de secante em sua porção de tinta é uma boa proporção (dependendo do tamanho de sua porção) para ficar abaixo dos 20% necessários e assim não quebrar a proporção de óleo e pigmento. A Lukas tem um excelente leque de mediums a base de resinas sintéticas. Um grande abraço!

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